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Mundo Para os alemães, Donald Trump é o líder mundial mais perigoso

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Trump (dir.), mais perigoso que colegas da Coreia do Norte e Rússia; Merkel perde em confiança para Macron. (Foto: Reprodução)

Embora tradicionalmente Washington seja um dos aliados mais próximos de Berlim, a confiança da população alemã no parceiro transatlântico erodiu-se consideravelmente sob a presidência de Donald Trump, revelou uma sondagem recente da firma de análise de dados YouGov.

Perguntou-se aos participantes quem é mais perigoso: se o ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, o chefe de Estado da China, Xi Jinping, seu homólogo russo, Vladimir Putin, ou Trump.

Para cerca de 41%, a escolha recaiu sobre o presidente americano, seguido por Kim (17%), Putin e Khamenei (ambos 8%), e, por último, Xi (7%). Mais de 2 mil cidadãos participaram da enquete encomendada pela agência de notícias DPA. A YouGov realizou uma sondagem semelhante em 2018, porém sem incluir os líderes do Irã e da China. Nela, Trump foi designado por 48%o mais perigoso de todos, à frente de Kim e Putin.

Uma outra pesquisa de fim de ano mostrou que também caiu a confiança do público alemão na chefe de governo da Alemanha, Angela Merkel, especialmente em comparação com outros líderes europeus.

Indagados pelo Instituto Kantar para o Grupo de Mídia Funke, 57% disseram ter um nível de confiança “um tanto alta” no presidente francês, Emmanuel Macron, enquanto a conservadora cristã alemã constou nessa posição com 53%. No outro extremo da escala, a diferença foi ainda mais pronunciada: 44% dos alemães disseram ter “muito pouca” confiança em Merkel, contra apenas 32% para Macron.

Na mesma enquete, Trump confirmou-se como líder menos confiável (89% com “muito pouca” confiança), atrás do presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan (86%), e o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson (71%).

EUA: Desafio para a diplomacia

O processo de impeachment manterá ocupados até o próximo ano o presidente Donald Trump e a elite política dos Estados Unidos. Mas também em termos de política externa, 2020 promete desafios para os EUA. Trump deseja faturar mais sucessos antes da eleição, a fim de conquistar eleitores indecisos. Abaixo, uma visão geral de alguns dos parceiros (e adversários) que determinarão a política externa de Washington nos próximos meses.

Rússia

A ingerência de Moscou nas eleições presidenciais dos EUA em 2016 foi assunto recorrente das audiências do impeachment, assim como o conflito entre a Rússia e a Ucrânia. Ambos os temas ocuparão a Casa Branca no próximo ano.

“É grande a preocupação, no governo e no Congresso, de que a interferência russa nas eleições de 2016 não permaneça um caso isolado”, explica Mark Simakovsky, especialista em Rússia no think tank Atlantic Council. “Mesmo que Moscou escolha se conter, caso as coisas pareçam ir bem para Trump, ele é seu candidato preferido.”

Isso é mútuo: “Trump aprecia o presidente Putin, mas, no fim das contas, prefere não se expor nesse aspecto, pois as relações entre Washington e Moscou foram politizadas pelo processo de impeachment”, diz Simakovsky. “Ele não vê a Rússia como uma ameaça, e nisso discorda de seus próprios assessores de segurança”, diz o especialista.

Outro tema serão as sanções contra Moscou, introduzidas, entre outras razões, devido à intervenção da Rússia no conflito na Ucrânia. O Congresso quer acirrá-las, Trump, relaxá-las. “Afrouxar as sanções sem que nada realmente mude teria consequências negativas para os interesses dos EUA na região”, avalia Simakovsky.

China

Outra grande nação no topo da agenda de Trump em 2020 é a China. Washington e Pequim estão em disputa comercial desde 2018. Para o presidente americano, a China é prejudicial às empresas americanas devido por seus baixos salários e práticas comerciais. Ambas as nações se impuseram mutuamente bilionárias tarifas punitivas.

Em novembro de 2019, o governo dos EUA anunciou uma reaproximação importante nas negociações sobre um acordo comercial. Mas depois que os EUA aprovaram novas leis para apoiar o movimento democrático em Hong Kong, a China ameaçou com retaliações. Um possível acordo está, portanto, congelado.

Isso é crítico para Trump, que precisa do apoio de agricultores do centro-oeste rural para vencer a eleição. E eles são afetados pelas tarifas que a China introduziu para seus produtos durante a disputa. Talvez por isso os negociadores americanos tenham cedido em meados de dezembro, anunciando um primeiro projeto de acordo comercial, segundo o qual os Estados Unidos estão dispostos a cortar tarifas sobre produtos chineses no valor de US$ 375 bilhões. A dança com o poder econômico da China está, entretanto, longe de terminar.

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