Domingo, 14 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 25 de abril de 2016
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
No período de seca, muita poeira. Na temporada de chuvas, sequência infindável de buracos. É a rotina de 78 municípios do Rio Grande do Sul que ainda não têm ligação por asfalto com rodovias. Ontem à tarde, na Assembleia Legislativa, prefeitos, vereadores e lideranças comunitárias participaram de reunião da Comissão Especial dos Municípios sem Acesso Asfáltico, presidida pelo deputado Gilmar Sossella. Os relatos demonstram as dificuldades enfrentadas pelas populações que precisam se deslocar.
PERSISTÊNCIA
Sossela tem sido um líder das reivindicações desde 2003, quando assumiu a presidência da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul. Na época, eram 129 municípios sem ligação asfáltica. Continuou se empenhando quando chegou à Assembleia em 2007.
A esperança é de que a renegociação da dívida com a União amplie a margem para obtenção de financiamento, permitindo que os recursos se destinem a essas obras. Com poeira e buracos, o escoamento da produção torna-se muito difícil, fazendo a renda dos municípios cair.
JOGO DE INDECISÕES
Quando dois intelectuais se encontram para debater um tema, surgem três opiniões. É o que acontece no PSDB, dividido entre esperar, participar agora ou se recusar em definitivo a integrar eventual governo de Michel Temer. Outro assunto em discussão: a indicação de José Serra para o Ministério da Fazenda. Pensando na sucessão presidencial de 2018, Aécio Neves e Geraldo Alckmin são contrários. Têm receio de que acerte na gestão e passe por cima dos dois, tornando-se candidato. Existe outra possibilidade: a de Serra se dar mal e acabar com o sonho de chegar ao Planalto.
EXEMPLO DE 1992
Fernando Henrique Cardoso apoia a entrada do PSDB no ministério. Seu argumento se baseia no que ocorreu em dezembro de 1992: quando Itamar Franco se preparava para assumir no lugar de Fernando Collor, o apartamento do senador paulista se tornou quartel-general do futuro governo. Agora, não só está ao lado de Temer como defende a nomeação de Serra para a Fazenda. FHC exerceu o mesmo cargo de maio de 1993 a março de 1994.
PASSO ADIANTE
O vice-presidente nacional do PMDB, Eliseu Padilha, finaliza o programa com propostas para a área social, que será lançado amanhã pela Fundação Ulysses Guimarães. Denomina-se Uma Ponte para o Futuro 2 – Travessia Social.
DEPOIS DE 25 ANOS
A comédia policial Fechando o Cerco foi produzida nos estúdios de Hollywood em 1991. Agora, está sendo refilmada em Brasília, sem o componente comédia. Estrelando: Eduardo Cunha.
RÁPIDAS
* Se José Serra assumir a Fazenda, abrirá vaga para Osmar Terra ou Darcísio Perondi no Ministério da Saúde.
* Temendo a necessidade de explicar a rebeldia ao Planalto, o PDT tirou o senador Lasier Martins da comissão do impeachment.
* O PC do B defenderá o governo federal em rede nacional de rádio e TV na noite desta quinta-feira
* Surpresa: o presidente estadual do PT, Ary Vanazzi, atacou ontem a Fiergs, que tem sido aliada fiel da presidente Dilma.
* Não surgiu melhor definição para mordomia: é tudo o que o dinheiro suado dos contribuintes de impostos pode comprar de inútil.
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
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