Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 24 de outubro de 2023
Foi em uma funerária na região de São Miguel Paulista, na Zona Leste de São Paulo, que amigos e familiares deram o último adeus à Giovanna Bezerra, que com apenas 17 anos foi a nona vítima de ataques a escolas no Brasil somente em 2023. O velório teve início às 20h de segunda-feira (23) e seguiu pela madrugada e a manhã dessa terça-feira (24).
Sob muitos aplausos, Giovanna foi enterrada às 14h dessa terça-feira no Cemitério Nossa Senhora do Carmo – Curuçá, em Santo André, na região metropolitana de São Paulo.
O corpo de Giovanna, de 17 anos, chegou ao local por volta do meio dia. Cerca de 200 pessoas prestaram as últimas homenagens à menina, e alunos, professores, familiares e amigos tentavam se consolar e conter as lágrimas com abraços uns nos outros.
Dentro de uma capela, uma cerimônia teve choro intenso de parentes e amigos. Uma mestre de cerimônias fez um breve discurso expressando que é um “momento de muita dor” e pedindo orações para que “nenhuma outra família experimente essa dor novamente”.
Na manhã de segunda-feira, um aluno de 16 anos entrou armado na Escola Estadual Sapopemba e disparou tiros contra os colegas. Giovanna foi uma das atingidas. Outras duas adolescentes ficaram feridas, enquanto um terceiro aluno se feriu enquanto tentava fugir. Os três estão fora de perigo. A Polícia Militar apreendeu o autor dos disparos e a arma usada no crime.
Cerimônia restrita
Durante o velório na manhã dessa terça-feira, o pai de Giovanna se debruçou chorando sobre o caixão, onde o rosto da jovem era coberto por um véu branco, enquanto a mãe se ajoelhava, também chorando, ao lado do local onde estava o caixão.
A cerimônia foi restrita aos familiares e amigos mais próximos. A funerária manteve os portões fechados e seguranças questionavam as pessoas que chegavam sobre seu nível de relação com a vítima.
Alguns vizinhos e conhecidos chegaram a ser barrados até que funcionários da funerária confirmassem a identidade com o pai e a mãe da menina. Em alguns casos, colegas mais distantes, como um jovem que conhecia a vítima por intermédio da noiva e um colega do bairro, não puderam entrar.
Professores e os pais de outra vítima do ataque, que ficou ferida, também compareceram ao local.
Na sala do velório, coroas de flores com homenagens da escola que estudava, de uma escola de ensino infantil do Sapopemba e de comércios do bairro onde morava. Entre os presentes, o tom era de absoluta discrição.
Giovanna estava no terceiro ano do ensino médio, era corintiana, estudiosa, gostava de cachorros e de jogar vôlei. Era muito conhecida na escola e no Jardim Sapopemba, bairro onde morava. As informações são do jornal O Globo.
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