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Brasil Parte de prédio desabou em São Paulo após pegar fogo

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Não havia ninguém no imóvel no momento do desabamento. (Foto: Reprodução de TV)

Parte de um prédio no Centro de São Paulo desabou na noite de sexta-feira (28), após um incêndio. Não havia ninguém no prédio no momento do desabamento. Segundo os bombeiros, o tenente Carneiro, que estava com a sua equipe fazendo o combate, foi ferido e levado ao HC (Hospital das Clínicas) logo após o edifício pegar fogo.

Ainda de acordo com a corporação, ele sofreu queimaduras graves. Não há informações sobre o estado de saúde da vítima. O fogo começou por volta de 19 horas em um prédio comercial no bairro do Pari. Cerca de cinco horas depois, parte da estrutura do imóvel ruiu.

O Corpo de Bombeiros, que chegou a utilizar 26 equipes no combate às chamas, informou que o fogo foi controlado no final da noite. Na manhã deste sábado (29), homens da corporação ainda trabalhavam no rescaldo.

Restauração do Museu Nacional

Profissionais da área de restauração estimam que reerguer o Museu Nacional do Rio de Janeiro – que sofreu um grande incêndio no início do mês – pode ultrapassar R$ 100 milhões. A empreitada envolve, além de engenharia, variáveis como aspectos históricos que interferem na escolha da técnica construtiva e até no tipo de material que será usado. Maior museu de história natural do Brasil, o local tinha um acervo de 20 milhões de itens, como fósseis, múmias, peças indígenas e livros raros.

A chefe da missão emergencial da Unesco, a italiana Cristina Menegazzi, diz que, com exceção de alguns armários de metal intactos, só há fragmentos carbonizados. Ela calcula que cerca de 80% do telhado e 60% dos pisos foram destruídos. E observa que, após a proteção do que sobrou do imóvel, com reforço estrutural das paredes e instalação de uma cobertura, o primeiro passo para recuperar o espaço é o início de um trabalho arqueológico. A informação é do jornal O Globo.

Na avaliação da Unesco, o tempo e os custos para recuperar o museu dependem da quantidade de material encontrado e do seu estado de conservação. A ajuda de um milhão de euros, anunciada pela Alemanha, vai permitir a instalação de laboratórios para a análise dos achados arqueológicos. Nesta segunda-feira, técnicos da Unesco viajam para Paris, onde apresentarão propostas para a segurança dos museus.

A entidade vai coordenar uma campanha internacional para conseguir verbas, especialistas e acervos para o museu da Quinta da Boa Vista. Uma cruzada que só será bem-sucedida se o governo brasileiro colocar em prática planos de proteção e combate a incêndios fundamentais para outras instituições em risco.

Evento na Quinta da Boa Vista exibe acervo preservado do Museu Nacional

Um fóssil de pterossauro de aproximadamente 110 milhões de anos é um dos itens entre as duas milhões de peças que faziam parte do acervo do Museu Nacional e que não foram consumidas pelo incêndio, mas, assim como outras que escaparam da destruição, e que participaram do Festival Museu Nacional Vive, no sábado e no domingo na Quinta da Boa Vista.

 

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