Quinta-feira, 16 de julho de 2026
Por Redação O Sul | 16 de julho de 2026
Em nota, a Atlas rejeitou as acusações e afirmou que "todos os arquivos exigidos pela legislação eleitoral foram devidamente submetidos ao sistema".
Foto: ReproduçãoO Partido Liberal (PL) protocolou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um novo pedido para que seja considerada irregular a pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada em 1º de julho. A legenda do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sustenta que o instituto descumpriu exigências previstas na legislação eleitoral ao deixar de apresentar um dos arquivos obrigatórios no registro do levantamento, identificado pelo número BR-04582/2026. A Atlas, por sua vez, afirma que todas as informações foram enviadas dentro do prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral.
Na ação, o PL argumenta que a pesquisa foi divulgada sem a apresentação de elementos formais mínimos exigidos pelo Tribunal Superior Eleitoral. Entre as supostas falhas apontadas estão a ausência de informações detalhadas sobre a composição demográfica da amostra, setores censitários, bairros e municípios contemplados pelo levantamento. A sigla também afirma haver um “vício metodológico relevante”, que, segundo a defesa, comprometeria a regularidade da pesquisa.
Em nota, a Atlas rejeitou as acusações e afirmou que “todos os arquivos exigidos pela legislação eleitoral foram devidamente submetidos ao sistema PesqEle dentro do prazo previsto para o registro da pesquisa, incluindo os arquivos referentes aos bairros e municípios contemplados na amostra”.
Segundo o instituto, as evidências apontam para um problema técnico no próprio sistema do Tribunal Superior Eleitoral. A empresa informou que o arquivo foi corretamente anexado e permaneceu disponível na área restrita da plataforma, mas deixou de aparecer na consulta pública do registro. Para a Atlas, esse comportamento é incompatível com o funcionamento esperado do sistema e não decorre de falha no cumprimento das obrigações legais.
Após a manifestação do instituto, a pré-campanha de Flávio Bolsonaro divulgou um novo comunicado reiterando os questionamentos. A equipe do senador pediu que a Atlas apresente uma certificação cartorial que comprove a tentativa de anexação dos documentos obrigatórios dentro do prazo legal. O grupo também defendeu alterações na resolução do TSE para impedir que o sistema permita a inclusão de novos documentos após o encerramento do período previsto para o registro das pesquisas eleitorais.
Esta é a segunda ação apresentada pelo Partido Liberal contra levantamentos realizados pela Atlas. Em junho, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, determinou a suspensão da divulgação de uma pesquisa do instituto que apontava desgaste na imagem de Flávio Bolsonaro após a divulgação de cobranças feitas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para o financiamento do filme “Dark Horse”, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. Na ocasião, o ministro acolheu os argumentos da defesa e identificou possível utilização do questionário como mecanismo de indução dos entrevistados.
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