Quinta-feira, 08 de outubro de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
19°
Thunderstorm

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

| Partido Progressistas lança nome de Tereza Cristina para a presidência da República em 2026, após parte do partido aderir a Lula

Compartilhe esta notícia:

Tereza Cristina organizou diretrizes do PP, reunidas em texto batizado com o nome de Agenda Central. (Foto: Agência Brasil)

Seis dias depois de o PP assumir o Ministério de Esporte, a senadora Tereza Cristina (MS) foi aclamada como candidata do partido à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2026. O ato ocorreu em reunião da Executiva Nacional do PP, na terça-feira, em Brasília.

Durante o encontro, convocado para discutir uma espécie de carta de intenções do partido para os próximos anos, batizada de Agenda Central, dirigentes do PP reafirmaram a “independência” da sigla em relação ao governo Lula. Todos concordaram que o PP – integrante do núcleo duro do Centrão – precisa ter candidatura própria ao Palácio do Planalto, daqui a três anos.

Foi nesse momento que o nome de Tereza foi “lançado”. “Tereza, Tereza, Tereza”, gritaram os dirigentes. Embora deputados do PP tenham audiência nesta quarta-feira, 20, com o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, como mostrou a Coluna do Estadão, não são poucos na bancada que definem a relação com o governo como sendo de “oposição responsável”.

O novo ministro do Esporte, André Fufuca – que entrou Esplanada na cota do PP, substituindo Ana Moser –, não estava na reunião da Executiva Nacional. O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), também não. Líder do Centrão, Lira faz parte da comitiva que acompanhou Lula na viagem a Nova York para participar da Assembleia-Geral da ONU.

O secretário-geral do PP, Aldo da Rosa, disse que, a partir de agora, encaminhará aos Estados a proposta de candidatura própria do partido ao Planalto.

Apesar de integrar agora o governo Lula, o PP reafirmou no encontro sua “independência”. Lira negociou com Lula um acordo para que o partido assuma a presidência da Caixa, hoje ocupada por Rita Serrano.

O Centrão também exige “porteira fechada” no banco, para nomear as 12 vice-presidências da instituição. No jargão político, o termo “porteira fechada” é usado para indicar quando um partido ou bloco consegue nomear todos os cargos de uma estrutura.

Tereza foi ministra da Agricultura no governo de Jair Bolsonaro (PL), é coordenadora política da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) no Senado e representa a bancada do agro no Congresso. No ano passado, chegou a ter o nome cogitado para vice na chapa de Bolsonaro à reeleição, mas ele preferiu fazer dobradinha com o general Braga Netto, que foi ministro da Casa Civil e da Defesa.

Em público, o senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente do partido, também defende o lançamento de um candidato da sigla para a sucessão de Lula, a quem faz ferrenha oposição nas redes sociais. Aliados de Ciro dizem, porém, que suas articulações são para ele próprio ser vice de Tarcísio de Freitas (Republicanos), caso o governador de São Paulo concorra à Presidência, em 2026. Braço direito de Tarcísio, o secretário estadual da Casa Civil, Arthur Lima, se filiou ao PP, no mês passado, e é muito ligado a Ciro.

Ex-ministro da Infraestrutura sob Bolsonaro, Tarcísio tem procurado se descolar da imagem do padrinho político, investigado no escândalo das joias e no inquérito que apura a tentativa de golpe em 8 de janeiro. Há cerca de um mês e meio, o governador elogiou Tereza e disse ter saudade de trabalhar com ela.

A senadora foi responsável pela organização das diretrizes do PP, reunidas na Agenda Central. “Somos Centrão com direção”, resumiu a senadora, que não fala sobre eventual pré-candidatura ao Planalto.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de |

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Corregedoria-Geral da Polícia Rodoviária Federal investiga a presença de 28 policiais em hospital onde a menina Heloísa, de 3 anos, estava internada
Bolsonaro tenta nova cartada para disputar eleições, após o Tribunal Superior Eleitoral torná-lo inelegível
Pode te interessar