Quarta-feira, 17 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 28 de maio de 2017
Ainda engolfado pela crise política que o atingiu em cheio desde que veio à tona a delação Dos executivos da JBS, o presidente Michel Temer viu na última semana a sua base aliada no Congresso Nacional dar prosseguimento à pauta legislativa, apesar de muita confusão e pedidos para que ele renuncie.
Entre os líderes dos partidos da base aliada, o tom geral é claro: em sua maioria, há apoio às demandas do governo, especialmente no que se refere às reformas trabalhista e da Previdência, mas isso independerá da permanência do peemedebista no cargo.
De forma geral, há cautela em relação à continuidade do governo e ao julgamento da chapa presidencial marcado para o próximo dia 6 de junho, que pode selar o destino de Temer no poder. Partido de Temer, o PMDB busca uma forma de sobreviver e de ter poder na definição do futuro. Por isso, a bancada da Câmara está decidida a se unir para não ficar sem espaço, seja qual for o cenário.
Os partidos da base aliada estão divididos entre os que afirmam que se mantêm fiéis ao governo e aqueles que demonstram hesitação. Enquanto os líderes do DEM e do PP na Câmara são categóricos em defender publicamente a manutenção de Temer no Palácio do Planalto, os comandantes das bancadas de PSD e PRB titubeiam.
No PSDB, que diz apoiar Temer, o futuro é incerto. Nos bastidores, os tucanos têm dito que já é posição majoritária no partido que Temer deve sair. E que só há dúvidas quanto ao momento ideal para que ele deixe a presidência. Já o chamado “baixo clero”, por enquanto, mantém a costumeira ideia de tirar vantagem do que o governo Temer ainda pode oferecer.
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