Terça-feira, 18 de agosto de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Política Partidos com ministérios no governo Lula representam 51% da composição da Câmara dos Deputados

Compartilhe esta notícia:

A coalizão formada pelo petista terá 262 dos 513 deputados federais na Casa

Foto: Agência Câmara
Bancada do partido na Câmara tenta emplacar indicado à secretaria nacional de Habitação no Ministério das Cidades. (Foto: Agência Câmara)

Os partidos que têm pelo menos um ministério no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) representam 51,07% da composição da Câmara dos Deputados a partir da próxima legislatura, que começará em fevereiro.

Por esse cálculo, a coalizão formada pelo petista terá 262 dos 513 deputados federais na Casa, o que garante uma maioria que possibilita a aprovação de projetos de lei. Esse tipo de matéria exige maioria simples (ou 257 votos favoráveis). O quórum, porém, não é suficiente para outros tipos de textos, como PECs (Propostas de Emenda à Constituição), que exigem 308 votos.

Lula formou a Esplanada dos Ministérios cedendo o comando de 26 das 37 pastas a integrantes de nove partidos políticos, todos com representação na Câmara, inclusive o próprio PT, que está à frente de dez pastas. Sem o PT, que contará com 68 deputados, os partidos contemplados com um ministério somam quase 40% das cadeiras na Casa.

Ainda assim, na prática, a maioria dos votos na Câmara não está garantida. Isso porque os números não levam em consideração negociações individuais que o Palácio do Planalto terá de fazer com integrantes de determinados partidos de centro e direita para viabilizar a aprovação de matérias de seu interesse.

Embora tenha sido contemplado com três ministérios, no União Brasil nem todos os deputados federais devem aderir à base de Lula de forma automática, por exemplo. Membros da legenda cogitam lançar um manifesto para declarar independência perante o governo federal, pois alegam não se sentirem representados pelos correligionários que viraram ministros.

O PT também deve ter que lidar com parte dos deputados do MDB e do PSD –contemplados com três ministérios cada – que não votarão com o governo de imediato.

Por outro lado, há partidos não contemplados com ministérios que devem se posicionar como independentes, mas que podem ajudar o governo eventualmente. PP e Republicanos são legendas que não integrarão, pelo menos por enquanto, a base de apoio ao governo. Contudo, parte de seus integrantes não fecha as portas para apoiar o Palácio do Planalto em votações específicas.

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), conta com o apoio do PT para ser reconduzido por mais quatro anos à frente da Casa, em 1º de fevereiro.

tags: em foco

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Política

Deixe seu comentário

Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

2 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
Fernando Krause
24 de janeiro de 2023 13:18

A velha política do “toma lá, dá cá”…

Glaucio Dos Santos Brum
24 de janeiro de 2023 14:05

Infelizmente, para se governar no Brasil, só distribuindo cargos, dinheiro e privilégios. Patriotas de verdade no poder dá para contar nos dedos da mão esquerda. Lá, cada um tem seu preço.

“Era uma troca necessária”, afirma ministro da Defesa sobre mudança no comando do Exército
Inflação para o consumidor aumenta novamente em Porto Alegre
Pode te interessar
2
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x