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Política Partidos de Lula e Bolsonaro pregam cautela após o atual presidente abrir vantagem sobre Flávio Bolsonaro em pesquisa Datafolha

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Flávio viu as intenções de voto no primeiro turno caírem de forma mais brusca. (Foto: PR e Câmara dos Deputados)

A mais recente pesquisa Datafolha divulgada, na sexta-feira (22), apontou impacto do caso “Dark horse” na pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. Em uma semana, ele saiu de um empate com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno para uma diferença de quatro pontos. No primeiro turno, Lula abriu vantagem de nove pontos. O senador também passou a liderar o índice de rejeição.

No cenário de segundo turno, Lula aparece com 47% das intenções de voto, contra 43% de Flávio. Apesar da diferença, o resultado ainda configura empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. Brancos e nulos somam 9%, enquanto 2% dos entrevistados estão indecisos.

No primeiro turno, Flávio caiu de 35% para 31%, seu menor índice no ano, enquanto Lula subiu para 40%. A divulgação ocorreu após a repercussão das conversas entre o senador e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, sobre financiamento para a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Mesmo diante da queda, Jair Bolsonaro e o PL descartam substituir a candidatura do senador, embora o partido tenha fixado o início de junho como prazo para avaliar o cenário. O instituto também testou a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro como alternativa. Ela aparece com 43% contra 48% de Lula no segundo turno. No primeiro, registra 22%, enquanto o petista soma 41%.

A rejeição de Flávio subiu de 43% para 46%, ultrapassando numericamente Lula, que agora registra 45%. Michelle aparece em terceiro, com 31%. Os demais candidatos não ultrapassam 20% de rejeição.

Aliados do senador demonstraram irritação não apenas pelo conteúdo das revelações, mas também porque Flávio teria afirmado anteriormente que não havia fatos comprometedores ligados ao caso Master. A divulgação de áudios e do encontro com o banqueiro, já usando tornozeleira eletrônica, causou desconforto no PL, em partidos do Centrão e entre empresários simpáticos à candidatura.

Apesar da piora nos índices, outros nomes da direita tiveram pouco crescimento. Ronaldo Caiado (PSD) marcou 4%; Renan Santos (Missão), 3%; Romeu Zema (Novo), 3%; e Samara Martins (UP), 3%. (Com informações do portal O Globo)

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