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Colunistas Páscoa é reconciliação

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Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

A Semana Santa e a celebração do Tríduo Pascal nos conduzem ao Cristo Ressuscitado. Além de nos prepararmos auxiliados pelas práticas penitenciais e pela caridade com o próximo, não podemos deixar de buscar o perdão, sacramento da reconciliação por meio do qual nos aproximamos mais de Deus e da Santa Igreja, Corpo Místico de Cristo.

Nosso fundador, padre Jonas Abib (in memorian), exortava-nos: “Deus, que é rico em misericórdia, nos dá, no sacramento da Penitência, a graça do perdão e da reconciliação. É o encontro pessoal com Cristo ressuscitado que nos recebe na pessoa do sacerdote a quem deu esta ordem: ‘Aqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados’ (Jo 20,23). O sacramento da Penitência realiza em nós uma contínua conversão. Por isso, nos aproximaremos dele todos os meses.”

Como disse São João Paulo II na exortação apostólica Reconciliação e Penitência, a respeito da confissão sacramental, quando somos perdoados, nos reconciliamos com Deus, fazemos as pazes conosco, com os irmãos e com toda a criação: “É de salientar, ainda, que o fruto mais precioso do perdão, obtido pela Penitência, consiste na reconciliação com Deus, a qual se verifica no segredo do coração do filho pródigo, e reencontrado, que é cada penitente. Mas é preciso acrescentar que tal reconciliação com Deus tem como consequência, por assim dizer, outras reconciliações, que vão remediar outras tantas rupturas, causadas pelo pecado: o penitente perdoado reconcilia-se consigo próprio no íntimo mais profundo do próprio ser, onde recupera a própria verdade interior; reconcilia-se com os irmãos, por ele de alguma maneira agredidos e lesados; reconcilia-se com a Igreja; e reconcilia-se com toda a criação” (n. 31).

Com muita simplicidade de coração, acrescentaria que, para nós, família Canção Nova, é importante a reconciliação com aqueles irmãos de caminhada que, eventualmente, possam ter nos ferido, reconhecendo nossas limitações e buscando viver em harmonia o carisma que nos une. Papa Paulo VI também nos ensinou que não se pode separar o amor a Cristo do amor à sua Igreja e aos seus irmãos: “Convém recordar aqui, de passagem, momentos em que acontece nós ouvirmos, não sem mágoa, algumas pessoas, cremos bem intencionadas, mas com certeza desorientadas no seu espírito, a repetir que pretendem amar a Cristo mas sem a Igreja, ouvir a Cristo mas não à Igreja, ser de Cristo, mas fora da Igreja. O absurdo de uma semelhante dicotomia aparece com nitidez nesta palavra do Evangelho: ‘Quem vos rejeita é a mim que rejeita’ (Lc 10,16). E como se poderia querer amar Cristo sem amar a Igreja, uma vez que o mais belo testemunho dado de Cristo é o que São Paulo exarou nestes termos: ‘Ele amou a Igreja e entregou-se a si mesmo por ela’ (Ef 5,25)?” (Exortação apostólica Evangelii Nuntiandi, n. 16).

A reconciliação nos ajudará a constatar que o amor a Deus deve ser manifestado também através do amor aos irmãos. Que o Cristo Ressuscitado não encontre em nós portas fechadas, mas corações prontos para a unidade. Que a alegria da ressurreição cure nossas feridas e renove o nosso ‘sim’ ao chamado que nos uniu um dia.

Desejo, amados irmãos e irmãs, que vocês possam fazer uma profunda experiência de fé na Semana Santa e, reconciliados, celebrar com júbilo a Páscoa do Senhor, marcada por esse encontro renovado com o Cristo Ressuscitado, a Vida Nova que vence a morte, o desamor, o egoísmo, as desavenças.

Na partilha em nossa casa, no dia a dia da caminhada cristã, missionária, por meio de gestos concretos de amor, do nosso testemunho de fé, que possamos anunciar como Maria Madalena: “Eu vi o Senhor” (Jo 20,18).

(Padre Wagner Ferreira da Silva é presidente da Comunidade Canção Nova e da Fundação João Paulo II)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
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