Quinta-feira, 25 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 18 de junho de 2016
A campanha em torno da permanência ou não do Reino Unido na UE (União Europeia) foi suspensa pelo menos até esse sábado, após o assassinato da deputada Jo Cox, do Partido Trabalhista. A pausa prolongada a cinco dias da votação ampliou a incerteza em torno do resultado do referendo que decidirá o futuro britânico no bloco europeu.
Na sexta-feira, os líderes dos dois maiores partidos do país, o primeiro-ministro conservador David Cameron e o líder trabalhista Jeremy Corbyn, reuniram-se em um ato de desagravo à família da deputada. Menos de 24 horas após a confirmação da morte de Jo Cox, o dia foi de recesso no Parlamento e de homenagens à parlamentar.
Em todo o país, instituições como Westminster, sede do Legislativo, Downing Street, sede do Executivo, e no Palácio de Buckingham, sede da monarquia, bandeiras britânicas foram hasteadas a meio mastro em sinal de luto. Em paralelo, líderes políticos se reuniram na cidade de Birstall, no Norte da Inglaterra, onde a deputada foi assassinada. Em seu pronunciamento, Cameron exortou os britânicos à tolerância e à união, em uma crítica indireta ao tom da campanha do referendo, que dividiu o país. “Nossa nação está chocada, e com razão”, disse o premiê conservador, que pediu a pacificação dos discursos políticos no país.
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