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Carlos Alberto Chiarelli Pecados do Governo Federal

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Planalto. (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

1. O Governo Federal, tão pronto assumiu, anunciou como uma vitória nas contas públicas por meio de contenção de despesas uma possibilidade concreta de equilibrar receita e despesa. Simultaneamente, lançou (parece que para muito longe) títulos, captação de fundos e apelos mais simplificados de atração de ganho na área popular. Mas, na verdade, mesmo lendo com simpatia a Exposição de Motivos, comprovava-se que o mexer das águas não tinham força sequer para alterar o curso de um modesto arroio. Talvez num aquário.

2. Segundo citações de jornais britânicos, haveria, no Brasil – em especial no serviço público –, procedimentos que dariam possibilidade, principalmente no exterior que se tivesse encontrado (e é isso que foi revelado), de membros da Casa de Rio Branco usarem as camisetas dos guerrilheiros do Hamas.

3. O Governo Federal, no momento em que investe uma fortuna em publicidade que elogia o que não foi feito e há mais de um ano promete fazer na distribuição das verbas de propaganda um critério que permite a suspensão em favor da mais notória rede nacional de televisão. Esse fato faz com que se analise o pecado em dois ângulos. Primeiro, os valores que a grande rede recebe não decorrem de processo de concorrência. Segundo, pelo poder da emissora escolhida, o governo conta, sem necessidade de apresentar provas, com um informativo que, muito dificilmente, dá lugar à crítica oposicionista.

4. O Governo atual, se propondo a conhecer as peculiaridades e habilitações do setor de Segurança Pública, fez uma trapalhada em que os que estavam não sabiam por que se lhes cobrava algo que nunca lhes fora exigido e os que aspiravam a servir na pasta da Justiça, com o ministro Lewandowski, desde tempos passados simpatizantes do petismo. Basta citar para que se possa ter mais do que uma suspeita o que nos últimos 60 dias vem ocorrendo, por exemplo, na Abimo ou na Abim. Ambas carregando na sua sigla de identificação a letra “I”, que pretende dizer que elas são instituições técnicas onde predomina no seu fazer ordinário a inteligência dos funcionários especializados.

5. O Governo Federal, que não perde chances de anunciar vitórias nos diversos campos da administração, prometera nos seus primeiros 45 dias de vida fazer com que o Brasil passasse a ter contas públicas em que a receita se iguala a despesa; como, aliás, ensina o manual do orçamento.

6. Pura balela, a União (Governo Federal) deixou o Brasil atônito quando o Supremo Tribunal Federal, pelo voto dos ministros julgadores, decidiu acolher um decisório de seu vitalício ministro, Tofolli, (advogado do PT em épocas primevas) e perdoar a dívida que a mais notória empresa do Brasil no mundo dos negócios ilícitos, irregulares, propinas, etc. (a famosa ODEBRECHT, que, hoje, para sobreviver teve que trocar de nome) tinha com o Poder Público. Há quem se creia que é este um ato de generosidade. Na verdade, é uma profunda ilegalidade que nos obriga, como cidadãos brasileiros, a pensar qual a real motivação que a pecadora ODEBRECHT apresentou para safar-se de débito tão significativo.

7. Adiantar e selecionar as múltiplas falhas e conhecidos defeitos que a empresa Novonor (ODEBRECHT) tem como bandeira de atuação parece necessário e imperativo para que o Governo do PT trate de evitar a contaminação corruptora da Novonor.

8. Tudo isso demonstra uma grave situação da administração do Partido dos Trabalhadores. Em praticamente um ano, já mostraram incompetência e uma difícil prova de idoneidade cujos exemplos mais simples acima relatamos. Não se podia, porém, deixar de lembrar ao caro leitor que o Exame Nacional de Ensino Médio (ENEM), realizado no mês de outubro e que só veio a divulgar os resultados por etapas a partir de dezembro, viu-se profundamente criticado. Mais de 500 alunos, no Rio de Janeiro, receberam seus resultados num dia, com os quais eram aprovados, e foram surpreendidos, no dia seguinte, quando se lhes atribuíam uma outra nota, que os reprovou. Mais uma vez, a estrutura MEC e PT, destacando ideologia e desprezando meritocracia, prejudicou a boa avaliação do tema EDUCAÇÃO, que foi abandonada pelas autoridades atuais.

9. Se vamos desse jeito na arte de ensinar, na economia e no controle orçamentário, o que o governo prometeu para este ano (um orçamento equilibrado), mostra-se incapaz de realizar-se. Ou se enganou ou mentiu; 47 bilhões de reais com os quais o Brasil de defronta é que faz cada cidadão brasileiro ser devedor de uma fração desses números, uma vez que somos todos parceiros dessa dívida.

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

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