Quinta-feira, 21 de maio de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

| Peleadoras: a batalha até o primeiro abraço entre Ícaro e a mãe

Compartilhe esta notícia:

Por Kyane Sutelo

Nas redes sociais, todas as postagens da gaúcha Luana Dutra nos últimos meses levam a hashtag #ÍcaroGuerreiro. Isso porque a família considera uma grande batalha o que teve que enfrentar tanto durante a gravidez quanto nos primeiros meses de vida do bebê. A duração média da gestação normal, conforme manual do Ministério da Saúde é de 280 dias ou 40 semanas. A do Ícaro? Durou 26 semanas. E ele não é o único, já que, no Brasil, nascem mais de 900 bebês prematuros, por dia.

Essa já não era a primeira vez que Luana descobria estar grávida. Após sofrer dois abortos, ela decidiu tentar novamente. Porém, a insegurança esteve ao seu lado desde o início. “O que fazer? O que pensar? E se não der certo, de novo?”, se questionava a nova mãe. E, talvez pela experiência vivida, ou pela famosa “intuição materna”, Luana estava certa. “Após as 13 semanas contamos pra família e foi ‘a festa’, (…) e sem saber foi o que podemos comemorar”, relembra ela.

Três semanas após o chá de revelação do sexo, onde familiares e amigos celebraram a descoberta do menino, veio a notícia ruim. “Descobri uma pré-eclampsia e fiquei internada”, conta Luana. A partir daí, foram dias, horas de angústia para o pai de Ícaro Gleidson Pinheiro e para toda a família biológica e religiosa de ambos. A cada ligação, poderia ser do hospital e o medo tomava conta.

Foi no domingo de sol de 14 de outubro de 2018 que Ícaro veio ao mundo, em uma cesariana. Mas o receio não foi embora. Luana e o menino de 610 gramas e 31 centímetros, corriam risco de morte. Mais algumas semanas para o coração da família aliviar um pouco: a mamãe estava bem, em casa. Agora, começaria outra jornada, a do bebê no hospital.

Luana e Gleidson fariam uma pequena mudança para o Hospital Conceição. Todos os dias, eles ficavam o máximo possível ao lado do filho. Mas foi apenas 40 dias depois do parto que o primeiro contato mais próximo entre mãe e filho aconteceu, quando ela pode pegá-lo no colo. “Com 40 dias de vida peguei ele pela primeira vez, entubado com 1quilo e eu? Nervosa, com medo de me mexer e algum daqueles fios escaparem. Mas, ao mesmo tempo, era a felicidade em pessoa em poder sentir ele no meu peito”, descreve a mãe.

Ao todo, foram 127 dias que Ícaro passou internado, divididos entre UTIneonatal, UTIpediátrica e um anexo (quarto). Nesse período o pequeno passou, inclusive, por uma cirurgia de retina, chamada Fotocoagulação. Luana confessa que duvidou da conquista. “Ele nos ensinou muito sobre a vida. Eu, apesar de acreditar e saber que ia dar certo, muitas vezes temi e não só pela vida dele, mas pensava: ‘porque estar passando por tudo aquilo’ e ‘até quando ia durar’?”, diz ela.

Mas, finalmente, o momento de ir para o aconchego do lar com os pais chegou. Mesmo com a rotina de consultas semanais, acompanhamento médico até os sete anos e a previsão de uma nova cirurgia de hérnia inguinal, o pior passou e,em seu primeiro Dia das Mães com o filho no colo, Luana é só felicidade. “Hoje, ele prestes
a completar 7 meses é só sorrisos e espertezas. E eu? Gratidão e fé!”, destaca a mamãe.

 

 

 

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de |

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Governo do RS publica nota sobre polêmica com presos em viaturas
Juan Guaidó busca cooperação do Pentágono para resolver crise na Venezuela
Pode te interessar