Segunda-feira, 31 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 30 de agosto de 2026
Uma pendência da Polícia Federal (PF) com operadoras de telefonia postergou a definição sobre a abertura de um inquérito contra o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato a vice-presidente na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), por suspeita de estupro. Ele nega ter cometido o crime.
A PF comunicou nesta semana ao ministro Gilmar Mendes, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), que havia concluído as diligências, incluindo a obtenção de dados cadastrais junto a operadoras de telefonia, com exceção de uma, que não respondeu.
De acordo com pessoas próximas ao decano, o gabinete não considera a etapa concluída antes de essas informações serem prestadas. A PF informou à corte que enviou um ofício à empresa, cujo nome é mantido em sigilo, reiterando a determinação e pedindo “máxima urgência” para a entrega dos dados pendentes.
O material, quando pronto, será encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR), que vai verificar se já há elementos suficientes para pedir a Gilmar a abertura de uma investigação formal, se é o caso de solicitar novas providências ou, ainda, se o destino do caso é o arquivamento.
Procurada, a assessoria de Gaspar diz que mantém manifestações anteriores sobre o caso, em que afirma que esse foi um “ataque criminoso” feito por seus opositores no momento em que ele atuava como relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
“O que cabe a um cidadão de bem com o crime mais infame que pode ser atribuído a um homem de honra? A indignação. Refuto com veemência. É uma acusação criminosa. E como se rebate isso? Cientificamente”, afirmou Gaspar a jornalistas em 6 de agosto.
No início do mês, o candidato a vice-presidente pediu ao STF e à PGR que acelerassem a realização de um exame de DNA que, segundo ele, provará sua inocência. O material genético do deputado foi coletado em 23 de abril, a pedido do próprio parlamentar, após uma decisão judicial de primeiro grau em Alagoas.
O homem apontado como denunciante de Gaspar procurou o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) com a versão de que teria ocorrido o crime. O caso foi explorado politicamente pelos parlamentares governistas na ocasião da CPMI do INSS.
Lindbergh e Soraya também encaminharam à Polícia Federal uma notícia-crime em 27 de março, que resultou na apuração preliminar que hoje tramita no gabinete de Gilmar. Gaspar os processa por calúnia, denunciação caluniosa, injúria e coação no curso do processo.
Aliados da senadora e do deputado petista dizem que a alegação de que Gaspar teria cometido estupro chegou a membros da CPMI por meio de relatos desse denunciante, que dizia conhecer a vítima e ter provas para comprovar a acusação. Conforme informações da Folha de S.Paulo, ele acumula mudanças de versão sobre o caso. (Com informações da Folha de S.Paulo)
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