Segunda-feira, 28 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 27 de julho de 2019
Perto de se tornar a embaixatriz do Brasil em Washington, nos Estados Unidos, Heloísa Bolsonaro, mulher do deputado federal Eduardo Bolsonaro, se reuniu recentemente com a embaixatriz da Geórgia, Olena Terentieva.
As duas almoçaram juntas. Como de costume no mundo diplomático, o encontro teve troca de presentes. Heloísa ganhou vinhos e chocolates.
No dia 13 deste mês, Eduardo e Heloísa se reuniram com o embaixador argentino no Brasil, Carlos Margariños.
Sondagem
O presidente Jair Bolsonaro iniciou neste mês, nos bastidores, um movimento para avaliar as chances de aprovação pelo Senado da indicação do seu filho Eduardo Bolsonaro para o posto de embaixador do Brasil nos Estados Unidos.
Interlocutores do presidente têm feito sondagens junto a senadores que integram a CRE (Comissão de Relações Exteriores), responsável por autorizar a nomeação de um indicado pelo Poder Executivo à função diplomática.
Os sinais iniciais emitidos pelos senadores preocuparam. Um primeiro placar esboçado por emissários de Bolsonaro apontou que o parlamentar teria o apoio de apenas oito dos 17 integrantes da comissão. A previsão de um placar apertado no colegiado levou auxiliares presidenciais a considerarem fundamental uma ação reforçada junto ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).
Mesmo que o governo sofra uma derrota na comissão, por exemplo, o cenário adverso pode ser revertido no plenário (basta maioria simples para a aprovação).
A posição do senador Marcos do Val (Cidadania-ES), que costuma ser alinhado à pauta governista, surpreendeu o presidente. Logo após a notícia da intenção de indicar Eduardo, o parlamentar se manifestou contrário à ideia e é considerado um voto perdido.
“Foi talvez o maior erro do presidente até agora, até porque envolve o próprio filho, sem ter pelo menos tentado entender qual o sentimento hoje do Senado”, disse a presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), a senadora Simone Tebet (MDB-MS). “A sabatina [na CRE] expõe demais o governo e pode dar uma fragilidade que o governo ainda não tem na Casa”, acrescentou.
Na avaliação dela, que é suplente na comissão que vota a indicação, hoje o nome de Eduardo correria “sérios riscos” de não ser aprovado, e o episódio de indicar um filho para embaixador “não tem precedentes em países democráticos”.
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