Sexta-feira, 23 de Outubro de 2020

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Mundo Peru enfrenta segunda onda de coronavírus, adverte governo

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A pandemia saturou os hospitais peruanos e matou 105 médicos

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Estados Unidos, México, Espanha e Chile fazem parte desse primeiro grupo de países dos quais serão autorizados voos. (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

O Peru enfrenta uma segunda onda de coronavírus, com um aumento do número de infecções e mortes, um mês após o inicio do desconfinamento gradual para reativar a economia, advertiu o governo nesta segunda-feira (03).

“Nos últimos dias, observamos um aumento significativo no número de infectados e mortos”, declarou o presidente do Conselho de Ministros, Pedro Cateriano, ao comparecer pela primeira vez ao Congresso para pedir um voto de confiança no novo gabinete, que assumiu em 15 de junho.

Cateriano pediu aos 33 milhões de peruanos que respeitem as medidas básicas de segurança, no momento em que o Peru se aproxima dos 430 mil infectados e 20 mil mortos pela pandemia.

Desde que o governo autorizou o desconfinamento, em 1º de julho, em 17 das 25 regiões do país e liberou o transporte nacional aéreo e terrestre, o número de infectados quase dobrou, passando de 3,3 mil a 6,3 mil, segundo cifras oficiais.

A pandemia saturou os hospitais peruanos e matou 105 médicos. Foi realizada hoje uma homenagem aos mesmos em Iquitos, maior cidade da Amazônia peruana. “Temos que evitar um novo surto maior, para não afetar a reativação do turismo. Não podemos pretender agir como se não houvesse uma epidemia”, disse Cateriano.

Nem todos os parlamentares estavam presentes na audiência. Alguns participaram de forma remota, devido à pandemia. O Congresso deve decidir se dá seu voto de confiança três dias depois que o governo prorrogou o estado de emergência sanitária até 31 de agosto e voltou a colocar em quarentena algumas das províncias mais afetadas pelo novo coronavírus, que haviam sido desconfinadas há um mês.

Trabalho remoto até julho de 2021 

No campo do trabalho, o chefe de gabinete anunciou a prorrogação por 12 meses do trabalho remoto, até julho do ano que vem, como parte da “nova normalidade”. Segundo autoridades, mais de 220 mil empregados estão trabalhando de casa desde que a medida entrou em vigor, em março. De acordo com cifras oficiais, o confinamento motivado pela Covid-19 deixou entre março e julho 2,7 milhões de desempregados no país.

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