Segunda-feira, 25 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 13 de março de 2021
Uma pesquisa feita em 15 países revelou que a população brasileira é a que mais tem a intenção de se vacinar. Era ansiedade o que o Fabiano sentia na tarde da sexta-feira (12). Funcionário de uma clínica médica que atende idosos ele faz parte do grupo que pode se vacinar. Esperou quase dois meses para tomar a primeira dose da vacina.
“Estou protegendo a família e os próximos a mim também, porque a doença ainda não acabou, tem que estar combatendo ainda ela. Agora que está se agravando mais a situação”, diz Fabiano Amorim de Oliveira, segurança.
Os brasileiros estão no topo da lista mundial das pessoas que querem ser vacinadas contra a Covid. O estudo da empresa de pesquisa Ipsos e do Fórum Econômico Mundial ouviu moradores de 15 países no mês passado. No Brasil, 89% dos entrevistados têm a intenção de se vacinar. Estamos na frente, por exemplo, de Reino Unido, Itália, Espanha e China.
“Eu acho que se deve muito a cultura de vacinação. O Brasil tem o maior programa de imunização pública do mundo. Em especial de vacinação infantil, então eu acho que já existe uma cultura de vacinação. O brasileiro está de fato disposto a se vacinar. Só precisa ter vacina”, afirma o presidente da Ipsos, Marcos Calliari.
A mesma pergunta, “qual o seu interesse em ser imunizado?”, foi feita em dezembro do ano passado. Naquela época, quando ainda não tinha vacina aprovada no Brasil, era bem menor o número de brasileiros que queriam ser vacinados contra a Covid: 65%. Especialistas em saúde dizem que o medo do contágio fez muita gente mudar de ideia. Outro motivo é a onda positiva do sucesso das imunização mundo afora.
O imunologista Alessandro Farias, da Unicamp, carrega no peito a campanha a favor da imunização. Ele explica que quanto mais gente se vacinar, maior vai ser a proteção da população.
“Cada pessoa a mais vacinada a gente tem todos os indivíduos da população com uma chance menor de ser contaminada. Porque o que a gente chama de imunidade de rebanho, as pessoas vacinadas elas bloqueiam a andança do vírus. Quanto mais gente tiver vacinada, a gente já está ajudando a imunidade coletiva”, explica Alessandro Farias, chefe do Departamento de Genética, Evolução, Microbiologia e Imunologia do Instituto de Biologia da Unicamp.
Vacinas
As 37 milhões de doses da vacina Sputnik V, compradas pelo consórcio de governadores da Região Nordeste integrarão o Plano Nacional de Imunização (PNI), do Sistema Único de Saúde (SUS). A informação foi anunciada no sábado (13) pelo governador do Piauí, Wellington Dias (PT), que preside o consórcio, após reunião dos governadores do Nordeste com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e representantes da Advocacia Geral da União (AGU).
De acordo com vídeo divulgado pela assessoria do governador, as doses do imunizante desenvolvido pelo Instituto Gamaleya, da Rússia, serão distribuídas para todo o país, a partir de abril. Ao Ministério da Saúde caberá o papel de interveniente no processo.
“Foi acertado que a procuradoria dos estados, mais a equipe jurídica do ministério e a AGU para, até segunda-feira, trabalharem nas condições de um contrato em que o ministério entra como interveniente e assim a gente garante que essas 37 milhões de doses, a partir de abril, serão doses da vacina para todo o Brasil, disse Dias, após a reunião.
Dias disse ainda que o ministério está trabalhando na regulamentação da lei que permite a compra de vacinas por estados e municípios. Segundo o governador, o ministério vai manter o que está previsto na legislação: que toda vacina comprada por municípios e estados, e também pelo setor privado, deverá ser incluída no PNI.
Ainda de acordo com o governador, a pasta apresentou um cronograma atualizado que prevê entregas semanais aos Estados da vacina do instituto Butantan e da vacina da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
Os comentários estão desativados.