Sábado, 30 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 7 de abril de 2019
A pesquisa Datafolha divulgada neste domingo (07) pelo jornal Folha de S.Paulo mostrou os seguintes percentuais de avaliação do governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL): Ótimo/bom: 32%; Regular: 33%; Ruim/péssimo: 30%; Não sabe/não respondeu: 4%. A pesquisa ouviu 2.086 pessoas com mais de 16 anos, em 130 municípios, nos dias 2 e 3 abril. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
É a pior avaliação para um presidente da República no início de primeiro mandato desde 1990. Fernando Collor (então no PRN) tinha 19% de reprovação após três meses, contra 16% de FHC (PSDB), 10% de Lula (PT) e 7% de Dilma (PT). A ex-presidente é quem tinha a melhor avaliação: 47% de ótimo/bom em 2011. Lula tinha 43%, contra 39% de FHC e 36% de Collor.
Na manhã deste domingo, na entrada do Palácio da Alvorada (residência oficial da Presidência, em Brasília), Bolsonaro foi questionado sobre o resultado da pesquisa. “Datafolha? Não vou perder tempo para comentar pesquisa Datafolha que disse que eu ia perder para todo mundo no segundo turno. Tem um item lá que diz que Lula e Dilma são mais inteligentes do que eu. Valeu Datafolha”, afirmou.
Expectativa
A expectativa com o futuro do governo, após três meses de mandato, é a pior desde 1995: 59% esperam que Bolsonaro faça um governo ótimo ou bom, contra 48% de FHC, 76% de Lula e 77% de Dilma. Antes da posse, 65% esperavam que Bolsonaro fizesse um governo ótimo ou bom, contra 17% de regular e 12%, ruim ou péssimo. Hoje, os que acreditam em um governo regular são 16% e ruim/péssimo, 23%.
Mulheres são as mais críticas
O levantamento aponta divergências de opinião entre homens e mulheres em diversos questionamentos sobre o desempenho de Jair Bolsonaro em seus primeiros meses no cargo. A diferença na avaliação é dez pontos percentuais entre entrevistados que consideram o governo ótimo ou bom: cai de 38% entre os homens para 28% entre as mulheres.
A nota média dada aos primeiros meses de governo, por exemplo, é de 5,7 entre homens e 5,1 entre mulheres. Entrevistadas do sexo feminino também tendem a considerá-lo menos trabalhador, mais autoritário e mais despreparado. Na campanha eleitoral de 2018, pesquisas de opinião já apontavam uma resistência maior do eleitorado feminino à candidatura do então presidenciável do PSL.
Desalento
O recorte da pesquisa de acordo com a ocupação dos entrevistados indica diferenças entre grupos da população. Os índices de avaliação ótimo/bom de Bolsonaro passam de 22% entre desempregados que procuram emprego para 36% entre assalariados registrados. A taxa é ainda mais alta entre quem se declarou empresário: 57% consideram o novo governo ótimo ou bom.
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