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Política Pesquisa mostra que é o caso Master que drena popularidade do senador Flávio Bolsonaro

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Os números globais indicam uma queda de quatro pontos percentuais de Flávio na simulação de primeiro turno. (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

A pesquisa Genial Quaest divulgada na quarta-feira mostra que é o caso Master que drena popularidade do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O impacto da interferência do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no cenário eleitoral parece menor, seja para beneficiar a oposição com a classificação de Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas, seja para favorecer o governo com a ameaça de sancionar o país pelo uso do Pix.

Os números globais indicam uma queda de quatro pontos percentuais de Flávio tanto na simulação de primeiro turno (de 33% para 29%) e de três pontos percentuais na de segundo turno (de 41% para 38%) em relação a maio.

A retração de Flávio se deu sobretudo no Sudeste (queda de sete pontos), homens (cinco pontos), faixa de 35 a 59 anos (cinco pontos), de 2 a 5 salários-mínimos (seis pontos), evangélicos (oito pontos) e direita não bolsonarista (15 pontos percentuais). Ou seja, está claro que o senador perdeu parte do voto antilulista por excelência, que se pulverizou para os demais candidatos ou migrou para indecisos.

Essa dispersão da desilusão é a melhor notícia para o senador, em uma pesquisa em todos os outros sentidos desastrosa para ele. O eleitor que ele perdeu não migrou para outra opção. Entre os evangélicos, por exemplo, Flávio recuou de 49% para 41% e o único adversário a crescer foi Renan Santos (Missão), que passou de 1% para 4% nesta faixa. Há margem para o senador recuperar no futuro esses votos perdidos.

O avanço do candidato do Missão era esperado depois do vendaval na campanha de Flávio, mas essa pesquisa não o credencia como fenômeno eleitoral. Ele oscila entre 1% e 4% em todos os cruzamentos, exceto o da chamada “direita não bolsonarista”, onde vai a 11%. Está longe, por ora, de ser o equivalente nacional a Pablo Marçal na eleição paulistana de 2024.

O encontro entre Flávio e Trump é conhecido por metade do eleitorado e a classificação de PCC e CV como terroristas por 63%. A pesquisa indica que o tema é divisivo. Metade do eleitorado aprovou a declaração de Trump e metade não a aprovou. As novas tarifas de Trump nem de perto se comparam em impacto na opinião pública com as do ano passado. Hoje, 55% dizem que as altas tarifas vão prejudicar a vida do eleitor. Em 2025, 74% achavam isso. O índice de conhecimento do tema é de 48% е, no ano passado, era de 84%.

Já o conhecimento do eleitorado sobre os áudios em que Flávio pede dinheiro a Vorcaro não é muito alto (55%), mas a leitura sobre o fato é mais uniforme, o que aumenta seu impacto: 65% consideram que Flávio errou.

A pesquisa mostra que a curva de intenção de voto para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pouco se alterou. Lula tinha 39% de intenção de voto no primeiro turno no mês passado e assim ficou. Na intenção de voto do segundo turno foi de 42% para 44%.

A melhor notícia para o petista está na avaliação de seu governo. A taxa de aprovação passou de 46% para 47%. A de desaprovação oscilou de 49% para 48%. Parece pouco, mas está em uma sequência. A desaprovação inverteu a tendência de alta em abril. A aprovação cresceu quatro pontos desde então. No eleitorado que se diz independente, a desaprovação caiu 11 pontos percentuais em dois meses e a aprovação subiu nove pontos.

A rejeição ao presidente, contudo, permaneceu em 53%, o que indica que Lula está em seu teto histórico de intenção de votos, sem espaço para crescimento, sobretudo no primeiro turno. No segundo turno dependerá de Flávio, cuja rejeição passou de 52% em abril para 54% em maio e chega agora a 56%. As informações são do jornal Valor Econômico.

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