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Política Michelle diz que apoiará Flávio Bolsonaro no momento certo: “Quem está precisando é o meu marido”

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. (Foto: Reprodução)

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou que irá pedir a prorrogação da prisão domiciliar humanitária ao marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e que, no momento certo, irá ajudar na campanha à Presidência da República do enteado, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes concedeu a prisão domiciliar humanitária a Bolsonaro em 24 de março, por um prazo de 90 dias. O período acaba ao fim deste mês.

“Espero que ele continue em casa. Com certeza (pediremos mais tempo ao ministro), até porque ele (Bolsonaro) precisa estar em casa para pedir todos os cuidados. Um ano e dois meses com essa crise de soluço”, disse a jornalistas na saída de um evento.

Michelle também disse que, enquanto precisar cuidar do marido, não deverá concorrer ao cargo de senadora nas eleições deste ano.

“A prioridade é a minha casa, o meu marido. Eu não posso pensar no amanhã se hoje preciso estar firme e forte para cuidar dele. Ele quer muito (que eu concorra), mas acho que a minha contribuição eu já dei. Se eu tiver que ficar em casa cuidando dele, eu vou ficar”, afirmou.

Bolsonaro teve um dia “atípico” na segunda-feira, segundo Michelle, em razão do enjoo com medicamentos. Ela mencionou um “cansaço” e uma “ressaca” em relação ao tratamento.

“O Jair já estava no desmame há três dias das medicações, infelizmente não deu certo, e ele teve uma crise muito forte anteontem. Ontem deu uma trégua à tarde, mas voltou”, afirmou.

As declarações foram dadas durante o lançamento da pré-candidatura de Luiza Cunha, conhecida como Luiza do Clézão. Ela é filha de Cleriston Pereira da Cunha, o Clézão, um dos presos pelos atos de 8 de janeiro que morreu após passar mal no Complexo Penitenciário da Papuda, em novembro de 2023.

Desde então, Clézão passou a ser tratado por aliados de Bolsonaro como um símbolo da campanha contra as decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) relacionadas às prisões dos envolvidos nos atos antidemocráticos.

Michelle afirmou ainda que não tem reunião marcada com Moraes para pedir a prorrogação, e que o assunto está sendo tratado pelos advogados.

Questionada se vai ajudar na campanha de Flávio, ela respondeu que “no momento certo, com certeza”. “Agora quem está precisando de cuidados é o meu marido”, disse.

A ex-primeira-dama participou do evento de lançamento da pré-candidatura à Câmara dos Deputados do deputado distrital Thiago Manzoni (PL), em Brasília. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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