Segunda-feira, 31 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 12 de junho de 2026
A ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sinalizou a colegas que deve fazer uma análise rápida antes de liberar o julgamento que analisa a decisão do presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, que suspendeu a pesquisa eleitoral da AtlasIntel que apontou queda do senador Flávio Bolsonaro (PL) após conversas com o banqueiro Daniel Vorcaro. Na terça-feira (9), Aranha pediu vista e adiou a sessão do plenário sobre o caso. Procurada, a magistrada não respondeu.
Segundo interlocutores do tribunal ouvidos pela Coluna do Estadão, a ministra indicou que apresentará seu voto e liberará a retomada do julgamento assim que o TSE se reunir com institutos de pesquisa, o que deve acontecer nos próximos dias por iniciativa do presidente da Corte.
Nunes Marques vem defendendo a definição de critérios claros para a atuação dessas empresas nas sondagens eleitorais, o que também é endossado publicamente pelos colegas André Mendonça e Dias Toffoli.
Diferentemente no Supremo Tribunal Federal (STF), o TSE não tem um prazo para a devolução de um processo suspenso por vista, quando um ministro pede mais tempo para analisar o caso. Há apenas uma tradição, que estipula que, durante a campanha eleitoral, as ações sejam liberadas ao plenário na semana seguinte.
Na sessão de terça-feira, Nunes Marques reiterou os termos de sua decisão da véspera. Endossou o pedido do PL, que alegou manipulação do levantamento por causa da exibição de um vídeo sobre as conversas em que Flávio Bolsonaro pede dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro.
O partido de Flávio alegou que o questionário induziu os entrevistados de forma negativa em relação a Flávio com perguntas relacionadas às investigações envolvendo o Banco Master. Para o PL, o uso de expressões como “esquema de fraudes financeiras”, “escândalo” e “evidências de envolvimento direto” antes das questões relativas à intenção de voto, teriam potencial para influenciar as respostas.
Por outro lado, a AtlasIntel afirmou que o áudio da conversa foi exibido somente após o fim do questionário principal da pesquisa. Segundo o instituto, os entrevistados já haviam respondido às perguntas eleitorais e não podiam mais alterar as respostas quando foram direcionados a uma página separada para ouvir o material. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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