Quinta-feira, 21 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 14 de julho de 2016
O uso de adoçantes artificiais afeta uma área do cérebro que aumenta o apetite, segundo pesquisa publicada na revista especializada Cell Metabolism. O Centro Charles Perkins da Universidade de Sydney, na Austrália, e o Instituto Garvan de Pesquisa Médica concluíram que a substância gera um efeito na parte do cérebro que estimula o apetite e altera as percepções de sabor.
Apesar de ter menos calorias, os adoçantes causaram aumento de peso nos animais testados na pesquisa. “Depois da exposição crônica a uma dieta com adoçante à base de sucralose, vimos que os animais começaram a comer mais”, afirmou o professor Greg Neely.
“Descobrimos que, dentro do cérebro, a sensação de doce é similar à do conteúdo energético. Quando se perde o equilíbrio entre o doce e a energia por certo período de tempo, o cérebro calibra novamente e aumenta o total de calorias consumidas”, explicou.
Testes com animais
A primeira parte do estudo foi feita com moscas que pousam em frutas. Após serem expostas por cinco dias a adoçantes artificiais, elas aumentaram o consumo de calorias em 30% em relação à dieta anterior, à base de frutas com açúcar natural.
A segunda parte da análise foi realizada com ratos que, depois de sete dias consumindo adoçantes artificiais, passaram a comer uma quantidade maior de comida e tiveram alterações neuronais. “O consumo crônico de adoçante artificial aumenta a intensidade do doce em relação ao açúcar real e consequentemente incentiva o animal a comer mais”, disse Neely.
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