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Geral Petrobras fecha 71 acordos em processos trabalhistas que chegam a quase R$ 2 milhões

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A refinaria foi vendida por US$ 1,65 bilhão a um fundo dos Emirados Árabes Unidos. (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

Durante essa última semana, o Centro Judiciário de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos do Tribunal Superior do Trabalho (Cejusc/TST) firmou 71 acordos em processos trabalhistas envolvendo a Petrobras, com R$ 1.954.796,57 conciliados entre empregadores e funcionários. Há ainda 20 processos em andamento.

A maior parte das ações tem como tema a responsabilidade subsidiária. Isso quer dizer que envolvem dívidas trabalhistas não pagas por empresas prestadoras de serviço contratadas pela Petrobras. Quando não honram seus pagamentos, o valor pode ser cobrado de quem se beneficiou do trabalho.

A pauta temática com a estatal aconteceu entre os dias 21 e 25 de agosto, na semana seguinte aos processos de conciliação envolvendo a Volkswagen. Neste último caso, foram 78 audiências, com um montante final conciliado de mais de R$ 10 milhões.

Transição energética

Em outra frente, o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, participou na quarta-feira (23/8), em Genebra, na Suíça, do CEO Oil and Gas Governors Meeting, evento que reuniu os principais líderes mundiais do setor. Coordenado pelo Fórum Econômico Mundial, o encontro abordou dois temas principais: transição energética na COP 28 e o compromisso da indústria em relação à meta de redução das emissões (net zero).

Além do Oil and Gas Governors, também foi realizada, em paralelo, reunião da Oil and Gas Climate Initiative (OGCI), iniciativa que busca alinhar as empresas de energia às ambições do Acordo de Paris. Ao longo dia, executivos debateram e analisaram a proposta da indústria de óleo e gás para a COP28, com foco na aceleração da descarbonização do setor.

Durante sua participação no evento, Prates destacou ser crucial a conscientização das pessoas em relação à essencialidade na contribuição de petróleo na economia, questão que já está praticamente consolidada junto aos formadores de opinião, mas que ainda demanda reforço. O presidente da Petrobras salientou que a maior parte das empresas tem praticado investimentos de mitigação máxima dos seus efeitos, especialmente por meio de atividades de descarbonização.

De acordo com o presidente da Petrobras, o grande desafio para a COP 28 é reverter o entendimento geral de que a indústria de óleo e gás é vilã do processo global de transição energética.

“Precisamos entender que a indústria não é apenas parte do problema, mas também da solução. Não há transição energética justa, não há transição ecológica, sem o engajamento da indústria do petróleo. Nossa indústria é essencial para a transição energética por contar com tecnologia de ponta, pessoal qualificado, capilaridade junto a economias de vários países e perfis, e escala para promover a transformação necessária”, reforçou Prates.

Na avaliação do presidente da Petrobras, o evento foi extremante produtivo, levantando discussões relevantes ao setor. Entre os pontos consenso pré-acordados no encontro está a proposta de um alinhamento mais enfático do setor de óleo e gás no apoio ao Acordo de Paris.

“É necessário que, até a COP 28, a indústria de óleo e gás em transição faça uma afirmação cabal de compromisso com os objetivos do Acordo de Paris, declarando que vai trabalhar ativamente tanto junto aos seus fornecedores como seus consumidores em prol desses objetivos”, destaca Prates. As informações são do jornal O Globo e da Petrobras.

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