Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 31 de maio de 2022
Companhia já está preparando a 3ª mudança de comando desde que a administração Bolsonaro começou, em 2019.
Foto: Tânia Rêgo/Agência BrasilA cada dança das cadeiras que o governo do presidente Jair Bolsonaro promove na presidência da Petrobras, a estatal tem que desembolsar cerca de R$ 1,3 milhão. Este é o custo que uma companhia do porte da Petrobras tem para preparar uma assembleia virtual de acionistas, uma das etapas necessárias para se mexer no comando da companhia.
A última assembleia promovida pela petroleira tem menos de dois meses, e uma nova é esperada para acontecer nos próximos 45 dias para atender a indicação de Caio Paes de Andrade para substituir José Mauro Coelho na presidência. Ele será o quarto presidente em menos de três anos e meio anos de governo Bolsonaro. A passagem de Coelho será a mais curta de toda a história da Petrobrás.
Pelo estatuto, o presidente da Petrobras precisa fazer parte do Conselho de Administração da empresa. Por isso, ele precisa ser eleito primeiro como conselheiro, o que só é possível pelos acionistas em assembleia. Após essa etapa, o órgão vota o nome dele para o comando da estatal.
Segundo advogados especializados em governança, montar uma assembleia virtual para uma companhia do porte da Petrobras envolve vários fatores, que além de custos, demandam o envolvimento dos executivos da empresa que poderiam estar concentrados em outros projetos de interesse da companhia.
“Ficar trocando de presidente toda hora não é brinquedo, custa muito à empresa”, diz o especialista em governança Renato Chaves, que recebeu da própria Petrobras a estimativa do custo de R$ 1,3 milhão por assembleia. A cifra também foi confirmada pelo Estadão/Broadcast com fontes da empresa. Procurada, a Petrobras respondeu que não comentaria sobre os custos da troca da presidência.
Por que custa tanto
Para montar uma assembleia, a companhia precisa contratar uma empresa para conectar os acionistas dentro e fora do País, fazer os cálculos dos votos, calcular o voto múltiplo, entre outras ações durante a reunião. Também é necessário contratar uma empresa de auditoria externa para monitorar todo o processo. Soma-se a isso o gasto com as publicações – edital de convocação e atas – contratação de advogados de fora da empresa, além da mobilização de empregados próprios da companhia para ficarem à disposição do evento.
Na última Assembleia Geral Extraordinária (AGE), que se seguiu à Assembleia Geral Ordinária (AGO) que elegeu o atual presidente demissionário, José Mauro Coelho, em abril, o dinheiro foi jogado fora. Convocada para votar mudanças no Estatuto Social da Petrobras que reforçariam a governança da estatal, a União avisou uma hora antes de começar o encontro que precisava de mais tempo para analisar o Estatuto, e a AGE foi cancelada.
Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!
Que pague dois milhões de reais, mas coloque alguém comprometido com a política do presidente da república, e não seja mais um traidor como os anteriores. E tá barato! Os Ptralhas roubavam bilhões da Petrobrás e nunca vi vocês falarem nada!
Sempre culpando os outros, pela sua incompetência! Tem que trocar o presidente do Brasil! Isso sim!! Deixar bem claro, nao sou petista.
Aloprados no poder, eleitos por outros aloprados…..ghahahahahahahaahahahahaha