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Brasil Piloto do voo da Chapecoense relatou falta de combustível, afirma copiloto da Avianca que estava em uma rota próxima

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Elementos apontam para a falta de combustível como provável causa da tragédia. (Foto: Reprodução)

Um tripulante da companhia aérea Avianca que estava em uma rota próxima ao voo da Chapecoense afirmou ter ouvido o diálogo entre o piloto da aeronave da LaMia e a torre de controle do aeroporto colombiano de Rionegro, perto de Medellín, segundo os jornais El Espectador e El Tiempo.

O copiloto da Avianca Juan Sebastián Upegui relatou que, enquanto uma aeronave da Viva Colômbia estava pousando, de repente o piloto do voo da LaMia disse: “Solicitamos prioridade para aterrissar, temos problemas de combustível”.

Na sequência, segundo Upequi, a controladora de voos do Aeroporto de Rionegro afirmou ao piloto da LaMia: “Temos um problema, um avião está aterrissando em emergência”. Ainda de acordo com o copiloto da Avianca, a controladora de Rionegro pediu à tripulação do voo da Avianca 9256 que virasse à esquerda, e o piloto de LaMia passou pela aeronave.

“Quando ele [piloto da LaMia] iniciou a descida, declarou-se em emergência. Começou a dizer que tinha falha elétrica total e pediu vetores [rota mais rápida para aterrissar] para proceder [a descida]. Ajuda, vetores para alcançar a pista, repetiu”, disse o tripulante da Avianca.

Segundo a Viva Colômbia, o voo FC 8170 apresentou “uma indicação na cabine” que levou o comandante a interromper o trajeto original. A empresa disse, em comunicado, que não chegou a declarar emergência. O avião pousou à 0h51min em Medellín. Quatro minutos depois, o avião da LaMia com a delegação da Chapecoense desapareceu dos radares do Flight Radar 24, um serviço de monitoramento de voos, quando estava a 33 km do aeroporto.

Tragédia

O avião fretado da LaMia levava o time da Chapecoense, jornalistas e convidados para Medellín, onde a equipe jogaria nesta quarta-feira (30) contra o Atlético Nacional, pela partida de ida da final da Copa Sul-Americana.

A aeronave transportava 77 pessoas, sendo 68 passageiros e nove tripulantes. No acidente, morreram 71. Seis foram resgatados com vida: os jogadores Alan Ruschel, Jackson Follmann e Neto, o jornalista Rafael Henzel, a comissária de voo Ximena Suarez e o técnico da aeronave Erwin Tumiri. (AG) 

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