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Saúde Pílula contra covid-19: Pfizer abre mão de royalties e fecha acordo com a ONU

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Participantes do estudo tomaram dois comprimidos por dia durante cinco dias. (Foto: Reprodução)

A Pfizer informou nesta terça-feira que assinou um acordo de licença voluntária com a organização de saúde pública apoiada pela Organização das Nações Unidas (ONU), a Medicines Patent Pool, que permitirá a fabricantes de medicamento genéricos produzirem sua pílula contra covid-19.

A mudança ajudará a expandir o acesso ao medicamento para países de baixa e média
renda. Sob os termos do contrato de licença principal, fabricantes de medicamentos
genéricos qualificadas em todo o mundo que recebem sublicenças “serão capazes de fornecer o ‘PF-07321332’ em combinação com ritonavir para 95 países, cobrindo até
aproximadamente 53% da população mundial”, disse a empresa em comunicado.

“Isso incluitodos os países de renda baixa e média-baixa e alguns países de renda média-alta na África Subsaariana, bem como países que fizeram a transição do status de renda médiabaixa para média-alta nos últimos cinco anos”, acrescentou a companhia.

A Pfizer não receberá royalties sobre as vendas nesses países e também renunciará aos
royalties sobre as vendas em todos os países cobertos pelo acordo, desde que a covid-19 permaneça classificada como Emergência de Saúde Pública de Preocupação Internacional pela Organização Mundial de Saúde.

A companhia disse na semana passada que buscará uma autorização de uso emergencial para o tratamento “o mais rápido possível”.

A empresa divulgou dados de um ensaio clínico duplo-cego de Fase 2/3 em 1.219
adultos não vacinados com covid-19 que estavam em alto risco de doença grave e
descobriu que reduziu o risco de morte ou internação em 89%. Menos de 1% dos
pacientes que tomaram o medicamento estavam hospitalizados na marca de 28 dias,
em comparação com os 7% que receberam o placebo e foram hospitalizados ou morreram.

Os participantes tomaram dois comprimidos por dia durante cinco dias. Espera-se que
os antivirais se tornem um divisor de águas na pandemia, pois podem ser tomados em
casa, enquanto os tratamentos atuais são feitos por infusão em um ambiente clínico.

Reforço

Uma pesquisa publicada no fim de outubro na revista científica “The Lancet”, uma das mais importantes do mundo, aponta que repetir a vacina da Pfizer na dose de reforço contra a covid-19 mantém a proteção contra casos graves da doença.

O estudo, feito em Israel, observou 1,4 milhão de pessoas que haviam recebido ou não a dose de reforço 5 meses após as duas primeiras doses. Apenas a vacina da Pfizer é aplicada no país, ou seja: todos os vacinados receberam três doses da mesma vacina.

O intervalo usado no estudo é o mesmo que foi anunciado na terça-feira (16) pelo Ministério da Saúde: a pasta reduziu o espaçamento mínimo entre a segunda dose e o reforço. A pasta recomendou que a dose de reforço seja feita preferencialmente com a vacina da Pfizer, mas ainda não decidiu se isso vai valer para quem já tomou as duas primeiras doses dessa vacina.

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