Quinta-feira, 18 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 13 de dezembro de 2023
Governador Eduardo Leite reuniu secretários, parlamentares da base aliada e entidades empresariais, para apresentar alternativas à recomposição das receitas do Estado.
Foto: Maurício Tonetto/SecomO governador gaúcho Eduardo Leite reuniu, na manhã desta quarta-feira (13), secretários, parlamentares da base aliada e entidades empresariais, para apresentar alternativas à recomposição das receitas do Estado nos próximos anos.
“Alterar os benefícios é uma alternativa mais amarga, pois afeta a produção. Porém sou o mesmo governador que responde pelas políticas de desenvolvimento econômico e pelos serviços essenciais à população, e não posso permitir o retorno a uma situação de desequilíbrio nas contas depois das receitas que nos tiraram”, disse Leite, referindo-se às mudanças federais que, no ano passado, reduziram as alíquotas de ICMS em combustíveis, energia e telecomunicações.
Em novembro, o Piratini encaminhou para a Assembleia Legislativa, e que tem a previsão de votação na próxima semana, o Projeto de Lei (PL) 534/2023, que reajusta a alíquota modal do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de 17% para 19,5%. O Piratini adiou pelo menos até o final da semana a publicação dos decretos reduzindo benefícios fiscais, medida vista com o “plano B”.
“Os decretos estão prontos após o trabalho exaustivo que a Secretaria da Fazenda fez. Nosso setor empresarial e produtivo pediu 48 horas para analisar o que apresentamos aqui e voltarmos a discutir isso na sexta-feira, afirmou o secretário-chefe da Casa Civil do Rio Grande do Sul, Artur Lemos.
Os decretos não entram em vigor de forma imediata, havendo 90 dias entre sua publicação e a efetividade das medidas.
Conforme o governo, a medida visa garantir que o Rio Grande do Sul amplie sua participação no futuro Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), tributo que será criado com a Reforma Tributária, cujo cálculo da fatia de cada Estado terá por base as receitas de 2024 a 2028. Como alternativa, foi apresentado um plano de revisão dos benefícios fiscais.
A proposta que está em fase de elaboração de decretos, trata de novas condições para fruição dos benefícios fiscais, ampliação do Fator de Ajuste de Fruição (FAF) e extinções e reduções de benefícios da cesta básica de alimentos.
Ela prevê que o acesso aos benefícios fiscais ficará condicionado ao depósito de 10% a 40% do benefício em um fundo do Estado, o que significa, na prática, uma redução do incentivo, porque esse recurso retorna para os cofres públicos. Essa alternativa já é adotada por outros entes da Federação e seria aplicada de forma progressiva até chegar aos 40%. A recomposição de receitas, nesse caso, seria de R$ 433 milhões a R$ 1,7 bilhão por ano.
Sobre o FAF, o governador explicou que a regra existente hoje, que atrela o benefício ao volume de compras feitas pelas empresas no próprio Estado, seria alterado. Atualmente, empresas garantem 85% do benefício integralmente e, para usufruir os demais 15%, devem adquirir insumos no próprio Estado. Com a mudança, 100% do crédito presumido ficaria condicionado às compras no Rio Grande do Sul. Conforme Leite, o potencial de recuperação de receitas é de R$ 382 milhões a R$ 607 milhões anuais.
Sobre a cesta básica, atualmente há produtos isentos de ICMS ou com redução para 7% na sua carga tributária. Com a medida proposta, será aplicada carga de 12% sobre todos os itens. Nesse caso, o potencial de recomposição é R$ 1,3 bilhão por ano.
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Estado falido…Ipê Saúde…tudo falido!
Não amola…
Conheço vários que dia 20 de dezembro vão para Atlântida, Capão e
Punta. Voltam lá por final de fevereiro, pós Carnaval. Quem paga a conta? Os lojistas, empresários, profissionais liberais….
E dê-lhe imposto. Diminuir a máquina, nunca.
Na alimentação (cesta básica) fica fácil de arrecadar e o retorno é mais do que garantido!