Segunda-feira, 05 de outubro de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
18°
Fair / Wind

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Colunistas Plano racional para o Covid-19

Compartilhe esta notícia:

É preciso dar realce ao plano de revisão gradual do regime de quarentena do governador Eduardo Leite. (Foto: Felipe Dalla Valle/Palácio Piratini)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

Abrir de vez? Abrir aos poucos? Manter o distanciamento social como está? Avançar para o lockdown, a forma mais radical de isolamento? Essa são as perguntas que não calam na pandemia.

Uma coisa é certa: não dá para ficar mais dois, três ou cinco meses em isolamento. O país não tem recursos e há milhões de pessoas que já estão, agora, no limite da sobrevivência.

Fica fácil defender o isolamento, e só o isolamento, para quem está recebendo salários em dia e pode ficar em casa. Tenho todo o respeito pelos infectologistas. Mas a maioria deles, que agora ditam os procedimentos de nossa vida, são servidores públicos. Conhecem virologia, epidemiologia, expansão das viroses e doenças infecciosas, mas nunca experimentaram as agruras da vida das populações mais pobres, dos trabalhadores informais, da legião de desempregados.

Já é tempo de romper a lógica do isolamento, mas não a qualquer preço, como propõe Bolsonaro. Por isso, é preciso dar realce ao plano de revisão gradual do regime de quarentena do governador Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul. É uma boa nova em meio ao flagelo.

Sem alarde, trabalhando quase em silêncio, ouvindo os atores e respeitando os interesses em jogo, mas priorizando a saúde da população, Leite apresentou um plano que, na sua racionalidade e simplicidade, oferece uma alternativa para responder aos desafios da hora.

O Estado foi dividido em 20 regiões. Elas são consideradas sob 11 indicadores diferentes da doença, tais como número atual e evolução recente de infectados, óbitos, ocupação e disponibilidade de leitos hospitalares e equipamentos médicos. As regiões são classificadas por bandeiras, de cor amarela, quanto melhores estiverem os indicadores da doença e os equipamentos disponíveis para tratamento, seguindo-se as bandeiras laranja, vermelha e preta, esta última correspondendo à situação mais crítica.

Quanto mais satisfatória for a situação da respectiva região, mais amplos serão os setores e segmentos que poderão retomar as atividades. A abertura se dará sempre com a adoção de rígidos protocolos, como o uso de máscaras (agora obrigatório em todo o estado), a testagem de temperatura, a utilização ampla da assepsia com água e sabão e álcool gel, etc.

A cada semana a situação de cada região será reavaliada, podendo ser reclassificada para cima ou para baixo, mantendo, aumentando ou reduzindo as restrições.

Simples assim. É pouco? Não, não é, no país aturdido pela pandemia, em que o governo federal, que deveria centralizar as ações, se conduz de forma errática, descoordenada – de um lado as autoridades sanitárias afirmando a importância do isolamento social, e de outro, o boicote ostensivo do próprio presidente da República. Com a saída de Nelson Teich – não disse a que veio, mas se retirou com honra e altivez – tudo leva a crer que o novo Ministro da Saúde será Bolsonaro, acumulando o cargo ou por interposta pessoa.

O plano vai dar certo? Vai reduzir os danos? Uma luz no túnel escuro? O tempo dirá. Mas tem uma condição básica para o êxito: há um plano – lógico, racional, viável, com começo, meio e fim. Alvíssaras!

titoguarniere@hotmail.com

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Colunistas

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

As gravações da sequência do filme “Avatar”, de James Cameron, estão programadas para reiniciar na próxima semana
Celso de Mello libera vídeo e toca fogo no circo
Pode te interessar