Terça-feira, 12 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 10 de maio de 2026
Os planos de saúde coletivos são contratados por empresas, sindicatos e associações
Foto: Agência BrasilOs planos de saúde coletivos tiveram reajuste anual médio de 9,9% nos dois primeiros meses deste ano no Brasil. Essa variação é a menor em cinco anos, mas representa mais do que o dobro da inflação.

A última vez em que os planos coletivos, que são contratados por empresas, sindicatos e associações, tiveram aumento médio menor do que o do início de 2026 foi em 2021, quando subiram 6,43%.
Naquele ano, os preços dos planos aumentaram menos porque o isolamento social devido à pandemia de Covid-19 levou à redução na realização de consultas, exames e cirurgias eletivas (não urgentes).
Os dados foram divulgados pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), órgão regulador do setor.
Para efeito de comparação, em fevereiro de 2026, a inflação oficial do País, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) ficou em 3,81% no acumulado em 12 meses.
Os dados mais recentes da ANS, relativos a março de 2026, apontam que o Brasil tinha 53 milhões de vínculos de planos de saúde (uma pessoa pode ter mais de um contrato), o que representa um aumento de 906 mil em um ano. De cada 100 clientes, 84 eram de planos coletivos.
Em 2025, segundo a ANS, o setor de saúde suplementar registrou receitas totais de R$ 391,6 bilhões, com lucro líquido acumulado de R$ 24,4 bilhões, o maior já registrado.
Isso significa que para cada R$ 100 recebido, o setor obteve cerca de R$ 6,20 de lucro.
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Os planos individuais tiveram mais de 7% e ninguém falou nada, porque?? Um absurdo os reajustes desses planos de saúde!
Os preços administrados pelo governo, estão sempre acima da inflação, assim como os salários dos agentes públicos. Sobra pro IBGE administrar os índices de inflação