Segunda-feira, 06 de Abril de 2020

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Notícias PMDB afirma que decisão de Cunha de romper com o governo é “pessoal”

PMDB é comandado nacionalmente pelo vice-presidente da República, Michel Temer. (Foto: Gabriel Soares/Folhapress)

A decisão do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de romper com o governo federal não teve o respaldo do PMDB, seu partido, nem de siglas da oposição. Líderes oposicionistas classificaram na sexta-feira como “muito grave” o anúncio feito pelo peemedebista, especialmente se novas denúncias surgirem contra o parlamentar. O comando do PMDB afirmou, por meio de nota assinada pela assessoria da legenda, que um possível rompimento do partido com o governo Dilma Rousseff só pode ocorrer depois de a sigla consultar sua executiva nacional, seu conselho político e seu diretório nacional. O PMDB é comandado nacionalmente pelo vice-presidente da República, Michel Temer, articulador político do Palácio do Planalto.

Já a oposição teme que sua decisão crie uma crise institucional, levando a um agravamento da crise política e econômica pela qual passa o País. Eles veem o movimento com cautela e defendem as investigações contra o presidente, sem que Cunha seja poupado por declarar guerra à presidenta Dilma Rousseff, ao Ministério Público e ao Poder Judiciário. Até o momento, apenas o Solidariedade declarou apoio a Cunha publicamente.
Para o líder do Democratas na Câmara, Mendonça Filho (PE), a decisão de Cunha se somará à crise política econômica do governo. “Vislumbro um quadro muito difícil nesse segundo semestre. Há uma instabilidade institucional agravada. Ele declarou publicamente guerra ao governo”, afirmou.

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