Domingo, 18 de outubro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

| PMDB e oposição tramam a derrubada de Dilma

Compartilhe esta notícia:

Parlamentares da base relatam que a derrota do governo na votação do reajuste do Judiciário foi a prova de que a presidenta não tem sustentação no Congresso Nacional. (Foto: Ed Ferreira/AE)

As principais lideranças da oposição e do PMDB discutem abertamente dois caminhos possíveis para deflagrar, já em agosto, movimento para forçar a queda da presidenta Dilma Rousseff. De um lado estão os que defendem a cassação da chapa Dilma-Michel Temer no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e a convocação de novas eleições em três meses. Do outro, o grupo que defende uma “saída Itamar”, com processo de impeachment contra Dilma. Nesse caso, Temer assumiria um governo de “repactuação nacional”.

Entre os que apostam na “saída TSE” está a ala do PSDB ligada a Aécio Neves (MG), que acredita que o senador venceria nova eleição graças ao recall de 2014. Aécio e o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) – que assumiria a Presidência por 90 dias caso a Justiça Eleitoral cassasse a mandatária – conversaram várias vezes sobre os cenários da crise nas últimas semanas.

A ala dos que avaliam que a melhor saída institucional seria Temer assumir o governo engloba o PMDB do Senado, ministros de tribunais superiores, juristas e alguns tucanos, como o senador José Serra (SP).

Ministros do TSE afirmam que o tribunal é majoritariamente favorável à convocação de novas eleições em caso de cassação da chapa. Eles descartam a possibilidade de Aécio, segundo colocado nas últimas eleições presidenciais, assumir sem novo pleito. O ambiente político está sendo preparado. “E, quando se quer fazer algo, qualquer Fiat Elba resolve”, disse um tucano, em referência ao carro que derrubou Fernando Collor de Mello, em 1992.

Parlamentares da base relatam que a derrota do governo na votação do reajuste do Judiciário, na última terça-feira, foi a prova de que a presidenta não tem sustentação no Congresso Nacional. “O governo acabou”, afirmou um peemedebista.

A discussão sobre a implantação do parlamentarismo, na volta do recesso, será um ingrediente a mais para desgastar o governo. O fato de o tema ganhar corpo evidencia a debilidade do Planalto, dizem parlamentares.

Momento difícil

Em um longo discurso a integrantes da FUP (Federação Única dos Petroleiros), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva reconheceu que o País atravessa um momento difícil e apontou um roteiro para a recuperação da gestão de sua sucessora e afilhada política. Para o petista, “o nosso governo está, outra vez, necessitando conversar com o povo” e precisa recobrar o “oxigênio” nas ruas.

“Acho que ela [Dilma] tem a noção exata do que eu estou falando. Ela conviveu muito tempo comigo e sabe que, nas horas difíceis, nas horas mais difíceis, não tem outra alternativa a não ser encostar a cabeça no ombro do povo e conversar com ele. Explicar quais são as dificuldades e quais são as perspectivas”, afirmou. Segundo Lula, a presidenta precisa colocar “o pé na rua” e falar com a parcela da população que torce para ela governar o País. “Tem que fazer o que tiver para fazer em Brasília e pé na estrada. Ela e os ministros”, aconselhou. “O povo vai cobrar? Vai. Mas tem que cobrar mesmo. É essa linha linha direta entre a Dilma e o povo que vai permitir que a gente conquiste grande parte dessa juventude”, afirmou o ex-presidente.

No esteio de uma nova postura, Lula não criticou a condução do atual governo. Ele defendeu o ajuste fiscal e comparou o “aperto” nas contas públicas aos cortes que teve que promover ao chegar ao poder, em 2003. O ex-presidente atribuiu o mau momento da economia à crise internacional, que estourou em 2008, e disse que as pessoas só veem um Brasil pior hoje porque o comparam com o País que os petistas construíram quando chegaram ao Planalto.

Pesquisa

Segundo pesquisa do Ibope divulgada na última quarta-feira, 9% dos entrevistados aprovam o governo e o consideram como “ótimo ou bom”. Já 21% dos entrevistados avaliam a gestão de Dilma como “regular” e 68%, como “ruim ou péssima” – sendo o pior índice de reprovação da série histórica em 29 anos.

No levantamento anterior, divulgado em março deste ano, os entrevistados que qualificavam o governo como “ótimo ou bom” totalizavam 12%, os que classificavam como “regular”, 23%, e os que avaliavam a administração de Dilma como “ruim ou péssima”, 64%.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de |

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Documentos de delator mostram pagamentos a políticos e partidos
500 políticos eleitos têm de devolver Bolsa Família
Pode te interessar