Domingo, 11 de outubro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Economia Poder de compra dos brasileiros cai quase pela metade em dez anos

Compartilhe esta notícia:

Devido à alta dos preços, brasileiros tiveram que cortar itens da lista de compras nos supermercados.

Foto: Freepik
Devido à alta dos preços, brasileiros tiveram que cortar itens da lista de compras nos supermercados. (Foto: Freepik)

O poder de compra dos brasileiros caiu quase pela metade entre 2013 e 2023. Isso ocorreu porque os preços dos produtos nos supermercados quase dobraram, enquanto o salário médio anual ficou praticamente estagnado.

Com R$ 100 a preços de dez anos atrás, era possível montar uma cesta de 13 produtos básicos para o carrinho do supermercado. Considerando as correções até o ano passado, os mesmos R$ 100 não compram metade das mercadorias selecionadas.

E essa necessidade de gastar mais enxugou a carteira dos brasileiros, já que o salário médio anual não acompanhou os reajustes de preços. O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), considerada a inflação oficial do País, subiu 88% em dez anos.

Já o salário médio anual dos brasileiros, considerando 13º e férias, por sua vez, aumentou cerca de 3% no período. Segundo a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o valor passou de R$ 38.484,44 para R$ 39.604,44.

O poder de compra dos brasileiros caiu em todos os anos desde 2013, apontou um estudo realizado pela consultoria financeira L4 Capital. Em 2013, por exemplo, o brasileiro ganhava um salário médio anual, sem descontar a inflação, de R$ 38.484,44 e tinha disponível para gastar com serviços e produtos um total de R$ 3.028,05 por mês (o equivalente a R$ 36.336,65 por ano, considerando a inflação).

Essa quantia inclui itens como mercado, aluguel, combustível, despesas pessoais etc. Com o tempo, porém, foi cada vez mais necessário cortar itens da lista de compras.

Assim, em 2023, apesar do salário anual nominal (sem os descontos da inflação) ser de R$ 39.604,44, a quantia disponível para gastar com produtos e serviços diminuiu 42%, para R$ 1.755 por mês (R$ 21.064,16 por ano).

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Economia

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Federasul retoma atividades em reunião no Litoral Norte
Quatro pessoas são presas durante operação contra fraudes na Secretaria da Educação de Porto Alegre
Pode te interessar