Sexta-feira, 12 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 7 de julho de 2021
Nesta quarta-feira (7), a Polícia Civil deflagrou em Porto Alegre a segunda fase da Operação Senectus, que tem como foco o combate aos maus tratos em casas geriátricas s e outras instituições de acolhimento de idosos. A nova ofensiva foi motivada por denúncias anônimas e requisições da Promotoria de Justiça de Direitos Humanos, resultando dessa vez no cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão.
Ao menos dois idosos encontrados nesses locais precisaram ser conduzidos para internação no Hospital Restinga Extremo Sul. Os velhinhos apresentavam sintomas de fraqueza e desidratação. Vale lembrar que na primeira etapa da ofensiva, no final de junho, a dona de um lar de idosos chegou a ser presa.
A partir dos relatos sobre esse tipo de crime em casas geriátricas da capital gaúcha, foi instaurado um inquérito policial. Na pauta, a verificação presencial da situação dos internos.
Cerca de 90 idosos foram entrevistados sobre as condições em que vivem em tais instituições. A Vigilância Sanitária , por sua vez, já identificou medicamentos e alimentos vencidos em alguns endereços – a lista de endereços foi ampliada durante a operação, com a inclusão de estabelecimentos mantidos pela mesma proprietária.
Há mandados para três endereços todos da mesma dona e com o mesmo nome fantasia. A Operação foi realizada de forma integrada, com o acompanhamento da Vigilância Sanitária, Fundação de Assistência Social e equipe de saúde mental do município. Uma unidade do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) permaneceu de para eventuais necessidades de remoção.
Prisões
Também nesta semana, a Polícia Civil desencadeou a Operação Iscariotis, com a finalidade de prender cinco indivíduos identificados como autores de crimes bárbaros orquestrados por líder de facção criminosa recolhido ao sistema prisional. Ao menos dois dos mandados foram cumpridos na Cadeia Pública de Porto Alegre (antigo Presídio Central) e na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc).
Conforme investigações, no mês passado uma família teve a sua residência no bairro Jardim Castelo, em Viamão, invadida por dois criminosos armados. Após subjugarem os moradores, os suspeitos amputaram o dedo mínimo do dono da casa, um empresário, a realizar transferências de valores via Pix para a conta de uma integrante da quadrilha. A investigação durou 45 dias.
Em seguida, um dos invasores estuprou uma adolescente, fez ela refém e roubou o automóvel da família, além de outros objetos. Um líder da facção criminosa em cumprimento de pena na Pasc é apontado como mandante do ataque, chegando a interagir com os executores do ataque durante a invasão.
(Marcello Campos)
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