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Rio Grande do Sul Em Carazinho, Polícia Civil investiga causa de incêndio que matou 11 homens em instituição para dependentes químicos

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A maioria das vítimas estava nos dormitórios

Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação
Outras quatro pessoas sobreviveram e já foram ouvidas. (Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros)

A Polícia Civil gaúcha investiga a causa do incêndio que matou 11 homens em uma casa onde funciona o Centro de Tratamento e Apoio a Dependentes Químicos (Cetrat) em Carazinho (Região Norte do Estado) por volta das 23h de quinta-feira (23). Informações preliminares apontam que as chamas começaram na fiação elétrica.

Mas a conclusão do caso depende de perícia completa, que ainda deve demorar algumas semanas. A principal hipótese é de curto-circuito, mas não estão descartadas possibilidades como a de que algum cigarro aceso, por exemplo, tenha originado o fogo.

Também foi informado que dez vítimas eram internas da instituição e morreram nos próprios quartos, construídos em madeira, ao passo que décima-primeira – um monitor – teve o óbito constatado quando já estava em um hospital da região. As identidades não foram confirmadas oficialmente.

Outras quatro pessoas sobreviveram. Destas, duas conseguiram escapar ilesas durante o incêndio e duas foram encaminhadas para atendimento (quase todas já foram ouvidas pelo delegado responsável pelo caso). Até a noite desta sexta-feira, não havia atualização disponível sobre estado de saúde e se haviam sofrido queimadura ou intoxicação.

Entidade filantrópica (sem fins lucrativos) fundada em 2002, a comunidade terapêutica está localizada no bairro Vila Rica. Sua atuação tem como foco a prevenção, tratamento e reinserção social de dependentes químicos do sexo masculino, em um trabalho que conta com verbas governamentais e parceria com o Ministério Público.

Cena da tragédia

O Corpo de Bombeiros de Carazinho controlou a situação na madrugada desta sexta-feira. Os dez corpos encontrados nos dormitórios estavam próximos às janelas, que apesar da falta de grades tinham dimensões reduzidas, dificultado a passagem de uma pessoa adulta.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, é necessário agora o trabalho do Instituto-Geral de Perícias (IGP) para identificar cada um desses dez homens, devido ao estado dos restos mortais.

Relatos de autoridades locais detalharam que um deles morava em Vila Lângaro (também na Região Norte do Estado) e tinha alta prevista para esta sexta-feira, após vários meses de tratamento contra o vício em drogas. Um veículo enviado pela prefeitura de sua cidade de origem para buscá-lo chegou ao local quando as chamas já podiam ser vistas à distância.

(Marcello Campos)

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