Domingo, 18 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 31 de maio de 2015
A Polícia Civil informou que o guarda civil metropolitano Ewerton Duarte Caldas, 38 anos, matou a namorada, Juliana Paiva Martins, 25, após uma briga em um shopping em Goiânia, em Goiás. “Foi um problema passional. O casal estava tendo uma tensão na própria praça de alimentação que culminou nessa situação trágica”, disse o delegado responsável pelo caso, André Fernandes.
Na sexta-feira (29), após disparar contra a vítima, Ewerton atirou na própria cabeça e morreu em um hospital. A família disse que ainda não sabe o que levou o homem a cometer o crime e que ele não era agressivo. “Nunca soubemos que ele tivesse ameaçado ela ou que já tivessem brigado alguma vez. Ele não era violento”, disse à reportagem um tio do guarda, o porteiro Orlando de Jesus dos Santos. A polícia ainda vai investigar se Ewerton trocou mensangens de celular com um amigo, dizendo que estava dando tudo errado em sua vida e que estava prestes a fazer uma besteira. “Nós temos essas informações que não se confirmam até o presente momento, mas isso depende de coletas de testemunhas ainda, do processo investigativo”, disse o delegado.
O tio de Ewerton contou que o sobrinho já foi casado, mas se separou há cerca de sete anos. Depois do divórcio, ele passou a morar com a mãe e os dois filhos, uma menina com11 anos e um garoto, com 9. “Ele era filho único, então a mãe está em choque até agora. Ela que cuidava dos meninos quando ele ia trabalhar”, afirma o tio. O guarda apresentou Juliana à família como namorada há três meses. A família de Ewerton disse que ainda não teve contato com a família da jovem morta. “Não temos palavras para confortar a outra família ou pedir desculpas pelo ato do meu sobrinho. Ainda não sabemos o que provocou esse ato dele, então não temos nem o que falar”, lamentou Orlando.
O corpo de Juliana é velado no Cemitério Jardim das Palmeiras, no Setor Centro Oeste. Já o corpo de Ewerto, até as 15h deste domingo (31) ainda não havia sido liberado pelo IML (Instituto Médico Legal).
Indignado com o crime, o cantor Darwin Rocha, primo de Juliana, publicou em uma rede social que a jovem foi vítima de uma “violência insana”. Ainda na internet, o familiar desabafou pedindo paz: “Basta de tanta violência! Basta de tanto machismo! Basta de tantos rancores! Basta de violência na TV, nas ruas, nas casas! Basta dessa cultura da violência!”.
Licença médica
De acordo com o porteiro, o sobrinho tinha voltado ao trabalho há 15 dias, após licença médica para cuidar de problemas psicológicos. “A mãe dele me disse que ele estava muito estressado e nervoso ultimamente, mas já tinha buscado auxílio médico e estava tomando remédios. Só que esse estresse era coisa normal da profissão dele”, relata o tio. O subcomandante da Guarda Municipal de Goiânia, ValdimirPassos, confirmou que o servidor ficou de licença médica durante 30 dias. Desde que retornou, ele atuava no serviço administrativo. Passos informou também que a arma utilizada no crime não pertence à corporação. (AG)
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