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Economia Polícia Federal abre inquérito para investigar grupo que tentou comprar o Banco Master

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O inquérito investiga o Fictor por quatro crimes contra o sistema financeiro nacional

Foto: Divulgação
O inquérito investiga o Fictor por quatro crimes contra o sistema financeiro nacional. (Foto: Divulgação)

A PF (Polícia Federal) abriu na última quarta-feira (4) um inquérito para investigar o Grupo Fictor, que havia feito uma proposta para comprar o Banco Master em novembro do ano passado e entrou com pedido de recuperação judicial nesta semana.

O inquérito investiga o Fictor por quatro crimes contra o sistema financeiro nacional: gestão fraudulenta; apropriação indébita financeira; emissão de títulos sem lastro, equiparados a valor mobiliário; e operar instituição financeira sem autorização.

O Grupo Fictor já vinha sendo alvo de investigações da PF, que diante do encontro de indícios de crimes, decidiu abrir o inquérito. No último domingo (1º), o Grupo Fictor protocolou um pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo. Segundo a companhia, a medida busca “equilibrar a operação e assegurar o pagamento dos compromissos financeiros”, que somam cerca de R$ 4 bilhões.

No dia 18 de novembro de 2025, a PF realizou uma operação contra o Banco Master, que resultou na prisão de Daniel Vorcaro, dono da instituição financeira. Vorcaro disse que estava fechando um acordo com o Fictor em parceria com investidores árabes para a venda do seu banco.

O Master foi liquidado pelo Banco Central por suspeita de fraude financeira e falta de garantias aos produtos financeiros que vendia no mercado. Vorcaro alega que, como a venda estava sendo negociada para o Fictor, a liquidação foi precipitada.

“Cortina de fumaça”

O anúncio da negociação com o Fictor foi classificado pelo Banco Central como uma “cortina de fumaça” para tentar desviar o foco sobre a crise do Master.

Primeiro, porque o grupo Fictor não teria condições de comprar o banco. Segundo, porque os nomes dos investidores árabes nunca foram divulgados. Terceiro, porque tudo teria sido criado de última hora só para postergar as ações da PF e do BC contra o Master.

O Fictor relacionou a crise de liquidez ao episódio envolvendo o Banco Master. “Com a decretação da liquidação da instituição pelo Banco Central, um dia após o anúncio da aquisição, a reputação do grupo foi atingida por especulações, que geraram um grande volume de notícias negativas, atingindo duramente a liquidez da Fictor Invest e da Fictor Holding”, afirmou o grupo em nota. (As informações foram divulgadas pelo blog do Valdo Cruz, do g1)

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Vanderlei Stefani
5 de fevereiro de 2026 10:02

Sob Campos Neto, Banco Central mandou 18 alertas ao Master
– e o BC, mesmo assim, ainda autorizou o Master a continuar operando e comprar outros bancos menores

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