Terça-feira, 31 de março de 2026
Por Redação O Sul | 1 de setembro de 2015
Relatórios de investigação da PF (Polícia Federal) indicam que o esquema de corrupção atribuído ao ex-ministro da Casa Civil José Dirceu movimentou mais de 59 milhões de reais propinas. A PF estima que o valor pode ultrapassar os 84 milhões de reais. Além dele, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e outros 12 investigados na Operação Pixuleco – desdobramento da Lava-Jato – foram enquadrados pela PF.
“Esta fase da operação se concentrou na investigação de pagadores e recebedores de vantagens indevidas oriundas de contratos com o Poder Público, alcançando beneficiários finais e ‘laranjas’ utilizados nas transações”, destacou a PF.
A PF elaborou relatórios parciais em razão do prazo para conclusão do inquérito da Pixuleco. Ainda restam outras investigações, destacaram os investigadores.
Segundo o relatório de investigação da PF, subscrito pelo delegado Márcio Adriano Anselmo, Dirceu não perdeu influência mesmo depois de perder a cadeira de ministro mais poderoso do governo Lula, em 2005, no auge do escândalo do mensalão.
O advogado Luiz Flávio Borges D’Urso, que defende João Vaccari Neto, disse que as acusações são baseadas apenas no relato de delatores que fizeram acordo, em troca de redução de pena ou do perdão judicial. “São imputações, na sua totalidade, baseadas em delações premiadas marcadas pela ausência de provas para corroborar as informações nelas contidas. Todas as investigações são baseadas nessas delações, inclusive o próprio processo [que Vaccari já responde por corrupção e lavagem de dinheiro], cuja instrução já se encerrou e se aguarda a sentença.”
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