Sexta-feira, 02 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 11 de maio de 2023
A Polícia Federal (PF) vai investigar um depósito de R$ 400 mil na conta do tenente-coronel Mauro Cid realizado no ano passado, informação que será incluída nas investigações sobre a suspeita de o ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro ter feito algum tipo de lavagem de dinheiro.
O depósito foi feito no dia 25 de março de 2022 e revelado pela revista “Veja”. Cid está preso desde a semana passada. Ele é investigado em operação sobre suposta fraude no cartão de vacinação de Bolsonaro.
Essa investigação começou depois que a PF apreendeu na casa de Mauro Cid a quantia de US$ 35 mil e R$ 16 mil no dia de sua prisão.
O depósito de R$ 400 mil foi detectado em uma outra investigação relacionada a Mauro Cid, de que ele poderia estar bancando pagamentos da família de Bolsonaro, o que ele nega.
Agora, diante da apuração de suposta de lavagem de dinheiro, a PF avalia que o depósito de R$ 400 mil pode estar relacionado a operações ilegais.
O responsável pelo depósito é João Norberto Ribeiro, tio da esposa de Mauro Cid, Gabriela Cid. A PF já pediu a quebra do sigilo bancário de Norberto Ribeiro para tentar identificar a origem dos recursos.
A PF, segundo publicado por César Tralli, da TV Globo, encontrou mensagens no celular de Mauro Cid revelando conversas sobre remessas de dinheiro para fora do país.
Até agora, a família e advogados de Mauro Cid justificavam o dinheiro apreendido na casa dele, US$ 35 mil e R$ 16 mil, a uma conta que ele tem no exterior na qual recebia pagamentos quando estava em missões no exterior.
As movimentações são consideradas suspeitas. Mauro Cid foi preso no dia 3 de maio em uma operação da PF que investiga a falsificação de cartões de vacinação contra a covid.
Segundo Tralli, os investigadores extraíram trocas de mensagem com o suposto operador da conta que seria do tenente-coronel nos Estados Unidos.
Advogado
O advogado Rodrigo Roca deixou a defesa de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro. A defesa confirmou a informação.
Roca foi advogado do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no caso das “rachadinhas” e, em 2022, foi indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro como Secretário Nacional do Consumidor (Senacon).
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Uma notícia sem autor identificado. Essa redação nos faz lembrar que Gilmar Mender perdoou Lula por uma dívida de 15 milhões ao fisco. De onde veio esse dinheiro para dever tanto?