Segunda-feira, 18 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 6 de junho de 2025
"No caso do aplicativo de mensagens, não há confirmação de recebimento da mensagem enviada", relatou a PF ao STF.
Foto: ReproduçãoA Polícia Federal (PF) informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) ignorou os primeiros contatos para que preste esclarecimentos no inquérito que apura atuação dele nos Estados Unidos contra autoridades brasileiras.
Em documento encaminhado à Corte, a corporação — por meio da Coordenação de Investigações e Operações de Contrainteligência — informou que “comprovantes automáticos gerados pelo sistema de correio eletrônico” mostram que “as mensagens foram devidamente recebidas pelos destinatários, conforme registros de entrega”.
Conforme a PF, o contato com Eduardo Bolsonaro foi feito por meio de dois endereços de e-mail, além dos telefones disponibilizados pela Câmara dos Deputados e o número pessoal do parlamentar, quando o contato foi feito pelo WhatsApp.
“No caso do aplicativo de mensagens, não há confirmação de recebimento da mensagem enviada”, relatou a PF ao STF.
Alvo de um inquérito no STF, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro é suspeito, segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), de cometer os crimes coação no curso do processo, obstrução de investigação de organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
A investigação é relatada pelo ministro Alexandre de Moraes, que intimou Eduardo Bolsonaro a prestar esclarecimentos. Como mora nos Estados Unidos e está licenciado do cargo desde fevereiro, ele poderá enviar as respostas por escrito — mas até agora a PF não teve sucesso na intimação ao deputado.
Pix
O ex-presidente Jair Bolsonaro confirmou que depositou, em maio, R$ 2 milhões para o filho Eduardo se sustentar nos Estados Unidos, onde promove uma campanha contra o ministro Alexandre de Moraes. Ele negou, contudo, que as sanções que o governo americano estuda aplicar ao magistrado sejam consequência da atuação da família.
Bolsonaro prestou depoimento à Polícia Federal na quinta-feira (5), no inquérito que apura a conduta do filho “03” nos EUA. “Botei um dinheiro na conta dele. Bastante até. E ele está levando a vida dele. Dinheiro limpo, legal, Pix”, disse o ex-presidente. Bolsonaro diz que está sendo vítima de perseguição.
Eduardo Bolsonaro passou a ser investigado pelo STF no dia 26 de maio deste ano. A PGR alegou que o filho de Jair Bolsonaro tem buscado do governo americano sanções a integrantes do Supremo, do Ministério Público e da PF com o “intuito de embaraçar o andamento do julgamento” contra seu pai, réu no Supremo por tentativa de golpe de Estado.
Embora tenha admitido que o trabalho de Eduardo, que se licenciou do mandato de deputado federal, seja denunciar o que bolsonaristas entendem ser abusos do STF na investigação da tentativa de golpe, o ex-presidente rechaçou a tese de que Eduardo seja o responsável por articular punição a Moraes.
“Não existe sancionamento de qualquer autoridade, aqui ou no mundo, por lobby, é tudo por fatos. Não adianta ninguém jogar pra cima dele”.
Bolsonaro voltou a dizer que é perseguido pela Justiça brasileira e que Eduardo denuncia violações aos direitos humanos.
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A policia Tabajara perdeu tanto a vergonha que faz de conta que não sabe que o sr a ser intimado encontrasse nos EUA,
Ditadura dos marginais no tribunal do crime..
Eduardo Bolsonaro obstrução de investigações nos eua ??
“”Quem não deve não teme””….xandão do PCC..
Os marginais estão se escafedendo
Procurador bolsonarista pró-vida tirou a vida da esposa a do filhinho de 2 meses. Ele cometeu o crime utilizando uma arma que conseguiu com a facilitação para os CACs. O combo de conservadorismo do dia.
Quero mais que se foda