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Brasil Empreiteiro preso pela Polícia Federal tentou influenciar testemunhas

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José Antunes Sobrinho, um dos sócios da Engevix, foi preso preventivamente na capital catarinense (Foto: Divulgação)

A PF (Polícia Federal) prendeu um dos donos da Engevix na 19ª fase da Operação Lava-Jato, que investiga desvios em contratos da Eletronuclear e foi deflagrada nesta segunda-feira (21) em Florianópolis (SC), São Paulo e Rio de Janeiro. José Antunes Sobrinho, um dos sócios da construtora, foi preso preventivamente na capital catarinense e ficará detido na superintendência da PF em Curitiba (PR).

Sobrinho já é réu em um processo da Lava-Jato, que investiga o esquema de corrupção na Petrobras. O MPF afirmou que ele entrou em contato com testemunhas de acusação para alterar a verdade dos fatos e realizou pagamentos de propina já com a Lava-Jato em curso. “Ele fez movimentações em janeiro de 2015, inclusive, quando outro diretor da Engevix estava preso. Isso demonstra o quanto eles não têm limites nas suas operações”, disse o procurador Carlos Fernandes Santos Lima.

A 19ª etapa da operação, chamada de “Nessun Dorma” –expressão em italiano que significa “Ninguém Dorme”, cumpre 11 mandados judiciais, sendo um de prisão temporária, um de preventiva, sete de busca e apreensão e dois de condução coercitiva. No Rio, um dos mandados de busca e apreensão foi executado na empreiteira Mendes Júnior. Uma outra empresa ligada a um dos suspeitos e três imóveis de investigados também são alvos das diligências na capital fluminense. Em São Paulo e Florianópolis, as buscas ocorrem em imóveis de suspeitos.

A Eletronuclear já foi alvo de uma fase anterior da Lava-Jato, no final de julho, quando foram presos o presidente licenciado da estatal, Othon Pinheiro da Silva, e o executivo da Andrade Gutierrez Energia Flávio David Barra. Na ocasião, foram investigados desvios em contratos da usina nuclear Angra 3. O então presidente da Eletronuclear teria recebido 4,5 milhões de reais em propina, por meio de contratos de fachada com as empreiteiras Engevix e Andrade Gutierrez. Ele e outras 13 pessoas foram denunciados à Justiça e respondem por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

 

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