Sábado, 03 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 6 de outubro de 2016
A PF (Polícia Federal) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (06), uma operação para desarticular uma quadrilha especializada em fraudes contra o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Segundo as investigações, o grupo causou cerca de R$ 2,3 milhões em prejuízos aos cofres da Previdência Social. Cerca de 60 policiais cumprem 22 mandados judiciais em Goiás, no Piauí e no Distrito Federal.
Do total de mandados, expedidos pela 11ª Vara Federal da Seção Judiciária em Goiás, 12 são de prisão, dois de condução coercitiva e oito de busca e apreensão. De acordo com a PF, a Operação Imperador é resultado de três anos de apurações. Os trabalhos são realizados em parceria com a Assessoria de Pesquisa Estratégica da Previdência, sendo que seis servidores do órgão acompanham os policiais federais.
O esquema começou a ser descoberto quando recebimentos irregulares de benefícios assistenciais foram identificados em diferentes Estados. Para cometer as fraudes, os suspeitos apresentavam documentos falsos, como registros de nascimentos e identidades, originários dos Estados do Piauí e do Maranhão.
Segundo a PF, os documentos falsos eram protocolados em agências do INSS em Goiás e no Distrito Federal, onde obtinham a concessão dos benefícios. A corporação diz que, além dos prejuízos já registrados, a operação evitou o rombo de mais de R$ 9,3 milhões, que seriam recebidos pela quadrilha se as fraudes não fossem descobertas, isso considerando a expectativa de vida dos falsos segurados.
As diligências identificaram ainda que os investigados também atuavam em fraudes para obtenção de seguro desemprego, a partir da inserção de vínculos laborais fictícios. (AG)
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