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Política Polícia Federal quer saber em cada Estado se houve fraude em urnas eletrônicas nas eleições

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O sistema atualmente em vigor nas eleições é o proporcional. (Foto: Antonio Augusto/Ascom/TSE)

A diretoria de combate ao crime organizado da Polícia Federal (PF) solicitou para as 27 superintendências regionais da PF que enviem todas as denúncias relacionadas a fraudes nas urnas eletrônicas que tiverem.

Os pedidos chegam em um momento em que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) alega, sem provas, que as eleições de 2014 e 2018 foram fraudadas. Ele pede a volta do voto impresso, iniciativa que tem ganhado força na Câmara dos Deputados.

Na contramão das teorias de Bolsonaro, Luís Roberto Barroso, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pediu para que o presidente apresentasse provas das supostas fraudes e ressalta que a volta para o voto impresso poderia causar custos desnecessários para a união e afetar o sigilo do voto.

Subordinada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, a Polícia Federal tem como diretor-geral o delegado Paulo Maiurino, indicado para o cargo em abril deste ano pelo ministro Anderson Torres.

O ofício da PF justifica o pedido mencionando uma comissão especial da Câmara dos Deputados que trata do voto impresso e pela “necessidade recorrente de consolidar, no âmbito deste Serviço de Repressão a Crimes Eleitorais, todos os dados referentes à denúncias de fraudes eleitorais desde a implantação da urna eletrônica em 1996”.

Em maio deste ano, a Câmara instalou uma comissão especial para debater a implantação do voto impresso por meio de uma proposta de emenda constitucional (PEC). A proposta não substitui a urna eletrônica, mas sugere que uma impressora apresente o voto ao eleitor, que depositaria o comprovante em uma urna.

“Convulsão social”

Bolsonaro defendeu nesta semana a aprovação do voto impresso nas eleições de 2022. O mandatário ainda atacou o ministro Barroso, chamando-o de “comunista” e ditador”.

Durante live transmitida pelas redes sociais, o chefe do Executivo alegou que, caso não seja instituído o voto auditável no próximo ano, um dos lados poderia não aceitar os resultados da apuração e “criar uma convulsão no Brasil”.

“Vai ter sim (voto impresso), Barroso. Vamos respeitar o Parlamento. Caso contrário, teremos dúvidas nas eleições e podemos ter um problema seríssimo no Brasil. Pode um lado ou outro não aceitar, criar uma convulsão no Brasil. Ou a preocupação dele é outra? É voltar aquele cidadão, o presidiário, para comandar o Brasil?”, acrescentou.

Bolsonaro emendou que as urnas eletrônicas são vulneráveis a invasão. “Se acerta o placar de votação no TSE. Isso pode acontecer sim. Neguinho invade tudo, invade até a Nasa. Invade os computadores dos ministérios aqui à vontade, na última eleição teve atraso por invasão. O que queremos na verdade? É a certeza do voto”, argumentou o presidente.

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