Quinta-feira, 03 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 27 de janeiro de 2016
A PF (Polícia Federal) iniciou na manhã desta quarta-feira (27) mais uma fase da Lava-Jato, que investiga o esquema de corrupção na Petrobras. A 22ª etapa da operação tem como foco a empresa offshore Murray, sediada no Panamá, que detém a propriedade de um triplex no mesmo condomínio que a construtora OAS havia reservado um triplex para a família do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva Lula, na praia de Astúrias, no Guarujá (SP).
Essa etapa da operação mira em negócios da Bancoop (Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo). O objetivo é descobrir se a offshore foi utilizada pela OAS para lavagem de dinheiro. Estão sendo cumpridos seis mandados de prisão, dois de condução coercitiva e 15 de busca e apreensão. As diligências ocorrem nas cidades de São Paulo, Santo André (SP), São Bernardo do Campo (SP) e Joaçaba (SC). Os alvos são investigados que abriram empresas offshore e contas no exterior, além de terem ocultado patrimônio por intermédio de um empreendimento imobiliário.
Além dos procuradores da Lava-Jato, a Promotoria de Justiça de São Paulo também apura os negócios da Bancoop. O ex-presidente Lula é alvo de investigação sobre a legalidade da transferência de empreendimentos da cooperativa habitacional para a OAS em 2009.
A OAS, que teve alguns de seus executivos condenados em uma sentença da Lava-Jato, pagou por reformas feitas em 2014 no triplex reservado à família de Lula. As modificações incluem a instalação de um elevador privativo. Lula adquiriu em 2005 com sua mulher, Marisa Letícia, uma cota de participação da Bancoop, quitada em 2010, referente ao imóvel na planta.
Os comentários estão desativados.