Segunda-feira, 11 de maio de 2026

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Brasil A Polícia Federal realizou uma operação contra fraudes bancárias pela internet

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Operação Câmbio, Desligo cumpriu 45 mandados de prisão. (Foto: Divulgação)

A PF (Polícia Federal) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (21), a Operação Código Reverso, que investiga um esquema especializado em fraudes bancárias pela internet nos Estados de Tocantins, São Paulo, Goiás e Pernambuco.

Em nota, a PF informou que mais de cem policiais federais cumpriram 43 mandados judiciais expedidos pela 4ª Vara da Justiça Federal em Palmas, sendo sete de prisão preventiva, um de prisão temporária, 11 de intimação e 24 de busca e apreensão.

“O grupo utilizava programas maliciosos para acessar remotamente os computadores das vítimas para realizar diversas transações bancárias eletrônicas fraudulentas como pagamentos, transferências e compras pela internet, burlando os mecanismos de segurança dos bancos e gerando prejuízos da ordem de R$ 10 milhões só nos últimos nove meses”, afirmou a PF.

A investigação, realizada pelo Grupo de Repressão a Crimes Cibernéticos, chegou a um grupo de hackers com conexões internacionais, inclusive criminosos cibernéticos do Leste europeu. “Os membros dessa organização apresentam alto padrão de vida e se utilizam, inclusive, de diversas empresas de fachada para movimentar e ocultar os valores obtidos por meio das atividades criminosas, investindo grande parte das vantagens ilícitas em moedas virtuais como a bitcoin, realizando lavagem de dinheiro”, informou a corporação.

Foi determinado ainda a indisponibilidade de bens móveis e imóveis e o bloqueio das contas bancárias dos investigados por participação no esquema criminoso, inclusive de moedas virtuais. Além dos presos, foram intimadas a prestar esclarecimentos diversas pessoas com participação nas fraudes, inclusive empresários que procuravam os criminosos com a finalidade de obter vantagem competitiva no mercado e prejudicar a livre concorrência, além de receber descontos de cerca de 50 % para quitar os seus impostos, pagar contas e realizar compras, através de pagamentos feitos pelos bandidos em prejuízo a milhares de contas de diversas instituições bancárias.

A operação, que representa o primeiro passo da operacionalização da renovação do Acordo de Cooperação Técnica entre a PF e a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) na repressão das fraudes bancárias eletrônicas no País, é também resultado do trabalho em conjunto com as equipes de prevenção às fraudes dos bancos Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e Santander.

Os criminosos devem responder pelos crimes de associação criminosa, falsificação de documento público, uso de documento falso, furto qualificado e lavagem de capitais. Somadas, as penas podem chegar a mais de 30 anos de prisão. O nome da operação – Código Reverso – faz referência ao caminho inverso utilizado pela investigação para realizar o mapeamento da fraude, de acordo com a PF.

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