Quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
18°
Mist

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Economia Saída de investidores estrangeiros impulsiona sequência de quedas da Bolsa brasileira

Compartilhe esta notícia:

O saldo acumulado no ano ainda é positivo.

Foto: B3/Divulgação
O saldo acumulado no ano ainda é positivo. (Foto: B3/Divulgação)

A Bolsa brasileira enfrenta uma forte saída de capital estrangeiro em agosto. Até o dia 13, investidores de fora retiraram R$ 15,63 bilhões da B3, segundo levantamento da Elos Ayta Consultoria com base em dados da própria Bolsa. O valor já representa a maior saída mensal da série acompanhada pela consultoria desde janeiro de 2022 e supera os R$ 13,28 bilhões retirados em maio deste ano.

O movimento ocorre depois de um primeiro semestre marcado pela entrada significativa de recursos estrangeiros no mercado brasileiro. Agora, a percepção dos investidores mudou diante de uma combinação de fatores internos e externos, aumentando a preferência por ativos considerados mais seguros.

Entre as preocupações estão as incertezas relacionadas às eleições de 2026, a situação fiscal brasileira e a perspectiva de manutenção dos juros em níveis elevados por mais tempo. A proximidade da disputa presidencial também aumenta a cautela dos investidores em relação aos rumos da política econômica a partir do próximo ano.

Outro fator é a avaliação das instituições financeiras internacionais sobre o Brasil. Na semana passada, o JPMorgan reduziu sua recomendação para as ações brasileiras de “overweight”, que indica exposição acima da média, para “neutra”. O banco citou preocupações com o crescimento econômico, a deterioração do crédito, os juros elevados e a volatilidade provocada pelo cenário eleitoral.

O ambiente internacional também contribui para a retirada de recursos. As tensões entre Estados Unidos e Irã e as incertezas em torno do Estreito de Ormuz elevaram a preocupação com o fornecimento global de petróleo. O aumento da aversão ao risco leva investidores a reduzir posições em mercados emergentes, como o brasileiro.

A saída estrangeira tem impacto direto sobre os ativos negociados na B3. Com menos recursos disponíveis para a compra de ações, aumenta a pressão sobre os preços, principalmente em empresas de maior peso no Ibovespa, como bancos, Petrobras e Vale. O movimento contribuiu para a sequência de quedas do principal índice da Bolsa, que chegou nesta terça-feira (18) ao 11º pregão consecutivo de baixa, aos 166.334 pontos.

A retirada de capital, porém, não significa que os estrangeiros abandonaram completamente o mercado brasileiro. O saldo acumulado no ano ainda é positivo. O movimento de agosto representa uma reversão do fluxo observado nos primeiros meses de 2026, quando a Bolsa recebeu volumes expressivos de recursos internacionais.

Analistas avaliam que a retomada do fluxo dependerá de uma melhora na percepção sobre o cenário fiscal e eleitoral brasileiro, além de mudanças no ambiente internacional. Até lá, a combinação de juros elevados, incertezas políticas e maior aversão global ao risco deve continuar influenciando as decisões dos investidores estrangeiros.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Economia

Deixe seu comentário

Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

0 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
Marqueteiro deixa campanha de Ronaldo Caiado após divergências sobre ataques a Flávio Bolsonaro
Mega-Sena acumula de novo e prêmio vai a R$ 50 milhões
Pode te interessar
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x