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Brasil Polícia investiga se invasão no Alvorada foi desafio da Baleia Azul

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Se todos os problemas enfrentados pelo país já não fossem suficientes, o governo ainda tem de lidar com uma novidade: a Baleia Azul. O jogo – criado na Rússia e que assombra pais de adolescentes ao redor do mundo – pode ser o responsável pela invasão do Palácio da Alvorada nesta semana. De acordo com fontes ouvidas pelo GLOBO sob a condição de anonimato, uma das suspeitas dos investigadores que apuram o caso é que o episódio tenha sido um desafio do macabro jogo.

Na última quarta-feira, seguranças do abandonado Palácio da Alvorada assustaram-se quando um garoto de 15 anos avançou com um carro contra dois portões da residência oficial da Presidência da República. A reação imediata foi disparar tiros contra o pneu do automóvel. O adolescente, entretanto, saiu do veículo e conseguiu não apenas entrar no palácio como chegar ao terceiro piso.

Durante o interrogatório, o garoto ainda teria aprontado mais uma travessura. Teria dito para os policiais federais que de nada adiantaria prendê-lo, porque haveria dois colegas que ficaram dentro do Alvorada. Imediatamente, agentes voltaram ao palácio para novas buscas.

“Algumas horas depois, voltaram, e o menino admitiu que era mentira”, contou uma fonte a par das investigações.

A sorte do adolescente é que o presidente Michel Temer não mora lá. Ele até chegou a fazer a mudança depois de ter sido efetivado no poder após o impeachment, mas só ficou na casa nova sete dias. Resolveu voltar para o Palácio do Jaburu, residência oficial dos vice-presidentes.

Se Temer morasse lá, a guarda presidencial estaria presente. Pessoas ouvidas pela reportagem afirmaram que – nesse caso – não seriam dados tiros nos pneus do carro, mas para acertar o adolescente.

Antes de driblar a morte, o adolescente teve de driblar os próprios pais. O primeiro passo para cumprir a missão de entrar na residência presidencial foi roubar o carro dos progenitores.

Depois de avançar com o carro sobre dois portões do palácio, o menino foi encaminhado para a Delegacia da Criança e do Adolescente. A Polícia Civil do DF investiga o caso. A Vara da Infância da Infância e Juventude do DF ainda julgará o caso. A Justiça deve levar em conta que o garoto faz acompanhamento psicológico. (AG)

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