Sexta-feira, 03 de Abril de 2020

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Brasil Polícia ouvirá médicos que atenderam marido de deputada para apurar se ele vinha sendo envenenado

Ao todo, 14 pessoas participaram da reprodução simulada do crime ocorrido em Pendotiba. Na foto, Flordelis e Anderson do Carmo. (Foto: Reprodução de internet)

A Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo vai ouvir médicos e enfermeiros do Hospital Niterói D’Or que tenham atendido o pastor Anderson do Carmo. A polícia apura se o marido da deputada federal Flordelis (PSD-RJ), assassinado a tiros em 16 de junho, em Niterói, vinha sendo envenenado por alguém da família. Em depoimento, filhos do pastor relataram que Flordelis vinha colocando remédios em sua comida.

No dia 31 de julho, a delegacia enviou ofício ao hospital requisitando todos os “dados qualificativos e contatos dos médicos e enfermeiros que tenham assistido direta ou indiretamente” o pastor. Anderson costumava buscar atendimento na unidade de saúde quando passava mal, o que vinha ocorrendo com frequência, de acordo com os filhos.

A polícia já recebeu do hospital, após solicitação feita em 28 de junho, cópia dos prontuários médicos de Anderson ao longo do ano passado. O pedido foi atendido pouco mais de uma semana depois pela direção. Os documentos constatam que o pastor procurou o hospital, em três ocasiões ao longo de 2018, queixando-se de problemas como taquicardia, dor lombar e vômitos.

Em outubro do ano passado, ele ficou internado no Niterói D’Or durante cinco dias. O paciente se queixava de vômitos, diarreia, febre e dores abdominais. Ele também apresentava arritmia causada por ansiedade. A polícia quer saber mais detalhes sobre os atendimentos e se há algum fator que possa indicar que o pastor foi vítima de envenenamento.

Há pouco mais de duas semanas, a Delegacia de Homicídios concluiu a primeira parte das investigações da morte do pastor. Dois filhos de Flordelis – Flávio dos Santos Rodriges e Lucas Cézar dos Santos de Souza – são acusados da execução. Um novo inquérito foi aberto para apurar se outras pessoas tiveram participação. Além disso, a polícia quer esclarecer as possíveis tentativas de envenenar a vítima.

No relatório final da primeira fase do inquérito, a delegada titular da DH de Niterói, Bárbara Lomba, escreveu que ainda é necessário apurar com médicos que o atenderam “se os sintomas apresentados por Anderson ao ser hospitalizado poderiam ser causados por drogas ou substâncias venenosas”.

Motorista

Um motorista de aplicativo disse à polícia do Rio que levou um dos filhos da deputada federal Flordelis para comprar a arma usada no assassinato do pastor Anderson do Carmo, marido da parlamentar.

No relato à Polícia Civil, o motorista Daniel Solter declarou que levou Flávio dos Santos Rodrigues, filho da deputada, até a favela Nova Holanda, no Complexo da Maré, zona norte do Rio. Lá, ele teria comprado a arma do crime. Flávio estava acompanhado do irmão Lucas – os dois estão presos por causa do assassinato. Daniel disse ter visto os dois comprando a arma por R$ 8.500.

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