Quinta-feira, 14 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 26 de junho de 2019
O policial militar Leandro Prior pediu o namorado em casamento no ultimo domingo (23), no dia Parada do Orgulho LGBT, ele estava fardado quando fez o pedido. O registro aconteceu em frente ao posto policial da Luz, no centro de São Paulo.
No dia seguinte, o sargento apresentou à Corregedoria da Polícia Militar uma denúncia de crime de homofobia. No documento estavam anexadas ameaças recebidas através de seu perfil no Facebook. De acordo com a denúncia, Prior teria sido ameaçado por um policial reformado e ex-membro do 39º Batalhão da Capital, que exigiu a remoção do sargento da corporação.
Em um trecho da mensagem, o policial reformado dizia: “Bichona filha da p*. Pede baixa [saia da PM], seu viadão do ca*, vou te caçar atrás, te catar e te encontrar e vou te quebrar todo, seu viado do ca*”. E completou “desonrar a minha gloriosa PMSP. VOU TE CAÇAR E TE ENSINAR A VIRAR HOMEM NA PORRADA”.
Recusa de Doria
O pedido, que deveria ser algo simples, foi cercado de tensão desde o inicio. Leandro queria fazer o pedido na Avenida Paulista durante a 23ª Parada do Orgulho LGBT. O pedido, por estar fardado, foi negado pelo governador João Doria.
Em nota, a Polícia Militar de São Paulo afirmou: “Considerando que o uso do fardamento por Policial Militar em manifestações não está previsto no regulamento de uniformes, não há fundamentação legal para que seja autorizada a sua utilização, motivo pelo qual foi indeferido o pedido”
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