Segunda-feira, 15 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 26 de fevereiro de 2021
Na semana em que os Estados Unidos ultrapassaram a trágica marca de 500 mil mortos em decorrência da covid-19 — mais do que na 1ª Guerra, 2ª Guerra e Guerra do Vietnã juntas —, deu-se um fato inédito: as vítimas receberam homenagens oficiais, sepultando de vez a indiferença manifestada durante a era Trump, fruto de sua insistência em fazer pouco da praga do novo coronavírus.
Ao anoitecer da última terça-feira (23), deputados e senadores, de máscara e com velas na mão, postaram-se em vigília, sob frio intenso, na escadaria do Capitólio, em cerimônia encerrada com um minuto de silêncio.
No dia anterior, na frente da Casa Branca, o presidente Joe Biden e a vice
Kamala Harris, acompanhados dos cônjuges, também prestaram sua homenagem. “Não podemos nos anestesiar diante da dor”, disse Biden.
Apesar da marca dramática, os números de óbitos e de contágio nos Estados Unidos — campeão mundial, com 28 milhões de casos confirmados — estão finalmente retrocedendo.
Há mais de um mês vem ocorrendo diminuição constante na quantidade de mortes e um recuo geral de quase 40%, enquanto o número de novos infectados apresenta queda de 33% — boas notícias atribuídas ao fim do pior período de aglomerações (Natal, Ano Novo, Super Bowl) e à adoção mais frequente de distanciamento social e uso de máscara.
Reforçando os dados positivos, 12% da população já foi vacinada e o ritmo da imunização está se acelerando diariamente.
Queda estagnada
Apesar disso, a chefe do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos disse, nessa sexta-feira (26), que a recente queda nos casos de covid-19 pode estar se estagnando, um movimento que ela descreveu como preocupante. Segundo a Dra. Rochelle Walensky, o CDC está observando os dados de perto.
A Casa Branca também solicitou que as empresas unam esforços para ajudar a combater a pandemia, exigindo o uso de máscaras pelos funcionários e educando os clientes.
O consultor sênior da equipe de resposta à covid-19 da Casa Branca, Andy Slavitt, listou várias empresas que estavam tomando medidas para ajudar na luta contra a pandemia e pediu mais adesão.
A Ford e a Gap estão produzindo e doando milhões de máscaras, disse Slavitt, enquanto a Best Buy, a Target e a Dollar General estavam dando aos trabalhadores folgas para obter vacinas.
A Casa Branca está trabalhando em uma ampla campanha para educar os americanos sobre a vacina, que visa controlar a pandemia.
O presidente Joe Biden ressaltou a preocupação de que, no final de junho, o suprimento de vacinas supere a demanda, devido aos questionamentos em relação à vacinação.
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