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Mundo Por causa de vazamento, a polícia do Reino Unido para de passar informações aos Estados Unidos

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As autoridades investigam uma "rede" que teria ajudado o terrorista e buscam possíveis conexões com grupos radicais na Líbia e na Síria.(Foto: AP)

O Reino Unido decidiu nessa quinta-feira parar de compartilhar informações sobre o atentado em Manchester com os Estados Unidos após autoridades do país vazarem dados à imprensa. A decisão foi tomada pela polícia de Manchester, não pelo gabinete da primeira-ministra Theresa May. Ainda assim, May expressou irritação sobre os vazamentos – o governo teme que a divulgação precipitada de informações possa comprometer a investigação sobre o ataque terrorista.

“Deixarei claro para o presidente [Donald] Trump que a inteligência compartilhada entre nossas agências de segurança deve permanecer segura”, declarou o primeira-ministra. Ela deve encontrar o líder americano durante uma cúpula da Otan (aliança militar ocidental) nesta quinta-feira em Bruxelas.

Um homem-bomba identificado como Salman Abedi se explodiu na saída de um concerto da cantora americana Ariana Grande na segunda-feira  à noite em Manchester, matando 22 pessoas e deixando dezenas de feridos. A explosão foi causada por uma bomba caseira que, ao ser detonada, lança pregos e estilhaços.

As autoridades investigam uma “rede” que teria ajudado o terrorista e buscam possíveis conexões com grupos radicais na Líbia e na Síria, como o Estado Islâmico, que reivindicou a autoria do ataque. Desde o atentado, a polícia britânica tem divulgado informações limitadas sobre a investigação com o intuito de preservá-la. Entretanto, autoridades dos Estados Unidos vazaram diversos dados à imprensa. Nos últimos dias, autoridades britânicas vinham criticando os vazamentos americanos, chegando a classificá-los de “irritantes” e “inaceitáveis” .

O jornal New York Times defendeu nesta quinta-feira a decisão de publicar, na véspera, as imagens do explosivo. “As imagens e informações apresentadas não eram agressivas nem desrespeitosas com as vítimas (…) Nossa cobertura do terrível ataque de segunda-feira foi abrangente e responsável.”

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